10 de julho de 2026
Bairros

Dengue autóctone já soma 101 casos, 4 vezes mais que em 2006

Da Redação
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O número de casos de dengue autóctone, contraída em Bauru, neste ano já é, pelo menos, quatro vezes maior que o registrado durante todo o ano passado. Ontem, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que outras 26 pessoas foram infectadas na cidade. No total, elas já formam uma relação com 101 nomes, sendo que em 2006 não passaram de 24.

Somando casos autóctone importados e em trânsito, o total de pessoas com a doença no município é de 126, mais do que o dobro dos 54 casos do ano passado. Os números, no entanto, não são tão graves quanto o fato da doença estar espalhada pela cidade. As confirmações de ontem identificaram pessoas contaminadas pela dengue em outros sete bairros.

Nesta semana, as equipes da Secretaria Municipal da Saúde estão promovendo o trabalho de nebulização no Parque Vista Alegre. Anteriormente, a aplicação de veneno contra o mosquito Aedes aegypti (transmissor da doença) foi feita na região da Vila Universitária, Jardim Europa, Vila Giunta e Vila São Paulo.

A Secretaria Municipal da Saúde também promove trabalhos de bloqueio em todos os bairros que registram casos de dengue. A medida tem como finalidade encontrar e eliminar criadouros do mosquito e identificar possíveis novos casos. A epidemia de dengue tem em seu favor os vírus circulando pelo município, muitos mosquitos Aedes aegypti e pessoas suscetíveis à doença.

Mas em Bauru não há casos suspeitos de dengue hemorrágica, embora a cidade reúna condições para o surgimento do tipo mais grave da doença, que pode levar à morte. Tem mais chance de contraí-la quem já foi infectado uma vez. Se pegar dengue novamente, é porque a pessoa foi contaminada por um segundo tipo de vírus.

No total, eles somam quatro sorotipos, sendo que três circulam pelo Estado de São Paulo. Mas a progressão da dengue também depende do estado imunológico da pessoa. Há quatro casos confirmados de dengue hemorrágica no Estado, com uma morte. Os casos são em Hortolândia, Mirassol, Campinas e Itanhaém (este último com morte).

Também existe o tipo visceral da doença, pouco conhecida no Brasil. Ela também é provocada em decorrência do quadro clínico do paciente. Pode provocar complicações hepáticas, pulmonares e encefalite, informa Flávio Tadeu Salvador, encarregado de equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Preocupação

Morador do Parque União, Aparecido Quirino procurou a prefeitura municipal preocupado com a possibilidade da lagoa do Bosque do Boa Vista ter focos de mosquito Aedes aegypti. De acordo com Quirino, técnicos da prefeitura estiveram lá na semana passada inspecionando o local, mas o mosquito foi encontrado.

Para melhorar as condições do bosque, que ontem estava com montes de lixo em alguns pontos, funcionários públicos fazem, desde o início da semana, a capinação do mato do local.