Tenho acompanhado o dilema que se tornou o estacionamento na zona azul, de um lado os usuários e de outro a fiscalização, tudo isso para viabilizar o comércio de nossa cidade. Uma verdadeira guerra urbana está tomando conta dessa área, pois não existe bom senso entre os usuários e a fiscalização, onde a tolerância no tempo de uso é praticamente zero. Desconheço a legislação municipal quanto à taxação de veículos estacionados permanentemente na área de estacionamento, caçambas de retirada de entulhos e outras tantas situações semelhantes.
Por outro lado, o agente municipal, investido do lema “desacato ao funcionário público em pleno exercício da função”, tem poder de ser arrogante e ameaçador ao ser interpelado pela atuação, onde o autuado, que por mais que se justifique é simplesmente ignorado após o auto de infração ser lavrado pela autoridade, ali constituída de plenos poderes.
Agora o mesmo possui poder de perícia, pois ao suspeitar de uma rasura em um ticket de zona azul, isso observado através do vidro do veículo estacionado, o mesmo aciona todo um aparato da força-tarefa da Emdurb para providencias cabíveis, e a condução do infrator à delegacia de policia. Fico imaginando se ao final de tudo se o ato do períto for equivocado, quem pagará as perdas e danos?
Outro dia lemos que um operador de radar móvel foi ameaçado de forma truculenta, e acredito que logo teremos cenas ainda mais lamentáveis na área central, motivado por situações que só contribuem para o stress do nosso dia a dia. Leio no JC que isto está se tornando rotina em nossas principais vias, tudo isso foi para provocar rotatividade de estacionamento, almejando as compras no nosso comércio, ou mais uma forma de arrecadação aos cofres públicos. Lamentável.
Paulo Prebianchi - engenheiro - RG 7.636.390