Se você é um seguidor assíduo das novidades da moda a cada nova estação, sabe o quanto dói no bolso manter o guarda-roupas atualizado. Porém, especialistas identificaram um novo direcionamento da moda: a democratização do acesso. Para eles, as coleções já entram na passarela de olho no mercado. Outro fator que contribui para a acessibilidade da moda são os grandes magazines, que disponibilizam aos consumidores as tendências para todos os estilos e com preços bem mais baixos.
O coordenador do curso de moda e estilo do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Bauru, Odil Zepper - o Juba -, explica que existe um processo chamado “curva da moda”. “As temporadas estão cada vez mais rápidas e as coleções são trocadas no varejo praticamente a cada dois meses”, informa.
“Hoje em dia falamos muito em estilo, que é uma coisa pessoal e única. As tendências se casam e muito. Por exemplo, a tendência do futurismo retrô apresenta shapes (formas) dos anos 60 com estampas de outra tendência, como a dos anos 80. Nem chamamos mais de tendências, e sim de vertentes. Ou seja, elas se misturam”, explica o coordenador.
Ele avalia que ficou mais fácil “estar na moda” por conta dos grandes magazines que apresentam todas as tendências para todos os estilos e idades. Porém, explica que a moda é bem mais complexa do que está exposto na vitrine. “Moda envolve pesquisa têxtil, conceito e qualidade. Modismo é a queda da curva da moda, onde as cópias nem sempre são resultados de bons negócios, qualidade nos tecidos, aviamentos, acabamento”, avalia.
Na avaliação da empresária, consultora e professora do Senac Maria Fernanda Hinke, as confecções oferecem produtos similares aos de marcas renomadas, com maior rapidez, boa qualidade e preços razoáveis. “Além disso, elas são mais ágeis para disponibilizar os produtos no atacado”, observa.
Na avaliação dela, o estilo da população está bem ligado à televisão. Ela lembra que novelas como as da Globo lançam moda. “Em Belíssima, a personagem da atriz Cláudia Abreu lançou a febre dos vestidos compridos”, lembra. “Hoje o consumidor está muito ligado e não se seduz tanto pelas marcas”, acredita.