09 de julho de 2026
Esportes

Vôlei: Só vitória interessa ao Minas

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Belo Horizonte - Fiat/Minas (MG) e Finasa/Osasco (SP) farão, hoje, às 12h, no ginásio Arena Telemig, em Belo Horizonte, a quarta partida da série semifinal melhor de cinco jogos da Superliga feminina de vôlei 06/07. Se o time de Luizomar de Moura vencer, chegará pela sexta vez consecutiva à final, recorde absoluto da competição, sendo que decidirá o título pela terceira temporada seguida com o Rexona-Ades (RJ). Já as mineiras fizeram a decisão com o Rexona-Ades na edição 99/00, quando as cariocas foram campeãs.

A ponteira Thaís e a meio-de-rede Marina, ambas de 27 anos, são as atletas mais experientes do time titular do Fiat/Minas (MG). Além do talento, dão a estrutura necessária para que jovens como a levantadora Ana Tiemi (19 anos), a líbero Michelle (24), a meio-de-rede Natalia Martins (22), a oposto Joycinha (22) e a ponteira Fernanda Garay (20) figurem entre as mais bem posicionadas nas estatísticas da Superliga 06/07.

“É muito importante haver essa mescla da juventude com a experiência. Não estava acostumada a fazer parte de um grupo tão jovem. Fui me adaptando e percebendo as necessidades que elas tinham. O único aspecto que o Finasa/Osasco leva vantagem sobre o Fiat/Minas é a experiência. Afinal, é um time acostumado a disputar playoffs. Na hora de finalizar um set, por exemplo, é preciso ter muita lucidez, o que sobra nas atletas experientes”, diz a atacante, que nasceu em Inhumas (GO).

Thaís, que começou nas categorias de base do Jóquei Clube de Anápolis, em Goiás, em 94, conquistou o título mundial infanto-juvenil (97) e o vice juvenil (99) pela seleção brasileira. No adulto, antes de chegar ao Fiat/Minas, atuou por Marco XX/Estrela do Oeste (MG), São Caetano (SP), Rexona (PR), BCN/Osasco (SP) e BrasilTelecom (DF).

“Da equipe atual do Finasa/Osasco, a líbero Arlene é remanescente daquele grupo do BCN”, revela Thaís, que também atuou com a ponteira Paula Pequeno, a meio-de-rede Carol Gattaz e a levantadora Fernandinha pelas seleções de base.

Thaís tem a sétima recepção mais eficiente da competição, com 47,44%. Neste quesito, foi a melhor jogadora do Fiat/Minas na última partida, com 22 sucessos excelentes em 32 ações.

“Quem atua na ponta precisa ter múltiplas funções e mostrar que domina todos os fundamentos. Estou feliz por estar conseguindo me destacar pela versatilidade. Na época da BrasilTelecom, eu pontuava mais. Agora, pelo Fiat/Minas, outros fundamentos estão aparecendo. No Finasa/Osasco, por exemplo, a meio-de-rede Valeskinha é uma exceção no voleibol, uma unanimidade”, revela Thaís.