08 de julho de 2026
Internacional

Argentina rebate crítica dos EUA

Folhapress
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Buenos Aires - O governo argentino saiu em peso a defender a “soberania” do país após a queixa pública feita pelos EUA à Argentina por ter permitido a realização de um ato anti-Bush com a presença do venezuelano Hugo Chávez, em um estádio de futebol de Buenos Aires, exatamente durante a visita do presidente norte-americano, George W. Bush, ao vizinho Uruguai.O presidente Néstor Kirchner, porém, nada falou.

O ministro do interior, Aníbal Fernández, disse que “a Argentina é um país soberano e livre”. “Ocupem-se de si mesmos'', declarou.

Chefe de gabinete de Kirchner, Alberto Fernández afirmou que os EUA “não devem se intrometer” nos assuntos nacionais. “A Argentina foi flexível com o presidente Chávez, que decidiu fazer um ato na Argentina com seus seguidores e não deve ser objeto de opinião de um funcionário dos EUA nem de nenhum país que tenha relações com a Argentina”, disse.

Anteontem, Nicholas Burns, o número três na hierarquia do Departamento de Estado dos EUA, fez uma repreensão pública ao embaixador da Argentina em Washington. “Foi infeliz que este comício tenha acontecido. É claro que Chávez tem o direito de se expressar. Mas naquele dia?”, disse.

Jorge Taiana, chanceler argentino, disse considerar “surpreendente e inaceitável que se qualifique como incorreta a realização de um ato popular”. Em meio à polêmica, ontem, em Buenos Aires, representantes de Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai e Venezuela se reuniram no Ministério da Economia para esboçar a ata de constituição do Banco do Sul.

A entidade pretende financiar projetos regionais, independentemente do envolvimento de instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).