09 de julho de 2026
Geral

‘Gordinho’ é ignorado em locais públicos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Encontrar um assento adequado dentro do transporte coletivo, nos cinemas, nos teatros ou mesmo nos aviões é uma missão impossível para quem é obeso. A constatação foi feita pela designer Mariana Menin, em seu projeto de iniciação científica para o curso de desenho industrial, na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.

Ela mediu o peso, a altura e a largura do quadril de 50 pessoas obesas e chegou à conclusão que seria preciso que os acentos tivessem, em média, 48 centímetros de largura para oferecer um certo conforto aos obesos. A média adotada atualmente pela indústria é de 35 centímetros.

“A população de obesos está aumentando e o mercado tem de se adaptar a essa realidade”, conclui Mariana. Segundo ela, a dificuldade de encontrar assentos apropriados para os obesos é sentida também nas repartições públicas, nas agências bancárias e em outros locais. A pesquisa levou 3 anos para ficar pronta e contou com a orientação dos professores Luís Carlos Paschoarelli e José Carlos Plácido da Silva.

Mas não é todo mundo que concorda com a idéia de dar mais conforto aos obesos. Na opinião da presidente e fundadora do Amigos do Peso, Aparecida Delayt Faulin, é melhor não facilitar as coisas para os “gordinhos” senão eles não emagrecem. Delayt aposta nessa teoria porque foi assim que ela iniciou sua trajetória de ex-obesa. Ela conta que chegou a pesar 120 quilos. Foi quando quebrou uma cadeira ao sentar. “A vergonha foi muito grande”, relembra. Se não tivesse passado por isso, Delayt acredita que talvez não teria decidido emagrecer.

Com uma alimentação saudável e a vida emocional em ordem, ela conseguiu chegar aos 69 quilos e mantém esse peso há 18 anos. Um ano depois de ter conseguido emagrecer, Delayt fundou o Amigos do Peso e, desde então, ajuda outras pessoas a mudar os hábitos alimentares.

Entre os vários exemplos de pessoas que conseguiram emagrecer com o auxílio do Amigos do Peso está o da agente administrativo Cláudia Maria de Camargo Moraes, 38 anos. Em um ano, Cláudia perdeu 21 quilos, à base de uma alimentação equilibrada e caminhada de uma hora, três vezes por semana. Seu objetivo é perder mais 20 quilos.