Aproveitando o democrático espaço cedido aos leitores do JC, valho-me dessa oportunidade para abrir um debate sobre a situação em que se encontram as praças da nossa cidade. Não sei se alguns concordam comigo, mas muitas - permitam-me o uso da hipérbole - assemelham-se a verdadeiras florestas. Como de costume, faço a uma caminhada diária e, mesmo não tendo o hábito de ficar observando-as, impossível não notar o grau de abandono a que estão submetidas.
Não vou generalizar, mas pelo menos na região do Jardim América e Jardim Estoril, bairros considerados nobres, a situação é precária. A mata toma conta das calçadas, impedindo o trânsito de pedestres e coloca cobras e lagartos à disposição de crianças que se arriscam ao brincar nestes espaços reservados à comunidade.
É uma pena que um simples problema persista a cada ano. Já sabemos que a questão do asfalto - leia-se buracos - tem sido melhorada aos poucos, mas se esquecer desses locais onde pelo menos a limpeza deveria permanecer, já é demais. Como cidadão bauruense, em dia com os impostos cobrados pela administração pública, aguardo resposta da Prefeitura Municipal e solidariedade dos cidadãos comuns.
Abandono é a termo que melhor exprime a situação de algumas praças bauruenses. Esse nome não fui eu quem o escolheu, mas sim um amigo, de outra cidade que, ao passar por uma dessas praças, verbalizou.
Almir Tavares Fonseca