09 de julho de 2026
Bairros

DAE vai medir quanto de água é desperdiçada na distribuição

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru vai finalmente saber o quanto de água desperdiça na sua rede de distribuição - a autarquia trabalha com a estimativa de que 30% da água captada no rio Batalha e nos 29 poços profundos não chegam até as casas, indústrias e comércio. Dentro de dois meses, o DAE começará a implantar medidores em reservatórios e poços espalhados pela cidade - atualmente as medições são manuais e feitas a cada 15 dias.

A primeira região a ser monitorada será a Bela Vista. No bairro, serão instalados 4 dos 11 aparelhos que o DAE adquiriu no ano passado. Os outros serão colocados na Vila Alto Paraíso. Os aparelhos custaram R$ 26 mil à autarquia, que fez a compra através de pregão eletrônico.

Neste ano, o DAE irá comprar, ainda no primeiro semestre, outros 20 medidores e deve gastar em torno de R$ 70 mil. Mesmo assim, ainda faltarão 49 aparelhos para instalar no total de 51 reservatórios e 29 poços da cidade. A estimativa é que todos os medidores necessários sejam comprados em cinco anos.

O diretor de serviço de controle de medição do DAE, Fábio Constantino, explica que, sabendo o índice real de desperdício, ficará mais fácil combatê-lo. Ele ressalta que cerca de 60% da rede de distribuição de água é muito antiga, feita de ferro e cerâmica, o que facilita os vazamentos.

O material usado atualmente, o PVC, é mais eficiente contra vazamentos. “A intenção é controlar as perdas. A partir do momento que detectarmos exatamente onde estão os problemas na rede de água, fica mais fácil traçar um plano para solucionar caso a caso”, diz.

O medidor fará controle diário do desperdício em cada poço ou reservatório. Mas, a instalação não é tão simples. “Em alguns casos, será necessário interditar ruas para fazer a obra. O medidor ficará quatro metros abaixo do solo, onde passa o fluxo de água”, explica Constantino.

Através de eletromagnetismo, o aparelho mede o fluxo de água que passa pela tubulação e envia os dados para um microprocessador. Este é colocado próximo do macromedidor, em cada poço ou reservatório. Para toda a aparelhagem, serão construídas caixas de alvenaria de três metros de comprimento e dois metros de largura.

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Mutirão contra vazamentos

O DAE tem recebido, diariamente, cerca de 160 reclamações de vazamentos de água em Bauru, mas a capacidade dos funcionários da autarquia é de 120 consertos por dia. Para atender a demanda reprimida, o DAE começou nesta semana a realizar mutirão, unindo na mesma atividade a equipe responsável pela manutenção diária da rede, a equipe que cuida da implantação de interceptores de esgoto e a equipe de implantação de rede de água e esgoto na cidade.

O mutirão segue programação baseada nas reclamações dos usuários. Hoje, um dos serviços será a recuperação da rede na quadra 1 da rua Júlio Maringoni, na Vila Nova Santa Clara. A equipe do DAE fará a reconstrução das caixas e procedimentos necessários para a pavimentação asfáltica.

Há quase um mês, funcionários do DAE fizeram reparos na rede de esgoto da quadra 1 da rua Júlio Maringoni. Segundo Maria Aparecida Alves, moradora da via, o DAE aproveitou a ocasião para trocar alguns canos sob o asfalto e arrebentou a pavimentação. Com o asfalto quebrado, a rua ficou intransitável.

Os buracos começaram a ser fechados por equipes tapa-buracos da Secretaria Municipal de Obras na última sexta-feira, mas o serviço não foi concluído. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, os trabalhos foram interrompidos por falta de material.

A assessoria explicou que as quadras 3, 2 e 1 receberam serviços, mas que a massa asfáltica e pedras que o caminhão transportava não foram suficientes para concluir os trabalhos na quadra 1. A continuidade dos reparos ficou agendada para hoje.

Daiana Dalfito e Thatiza Curuci