Os bons resultados da fase experimental do patrulhamento aéreo rural fez com que o Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4) tornasse o programa permanente. Desde setembro do ano passado a Polícia Militar (PM), em conjunto com a Polícia Ambiental, tem feito o cadastramento das propriedades rurais de 36 municípios da região. O objetivo é conseguir informações que poderão ser utilizadas para garantir a segurança nestas áreas.
O CPI-4 é o responsável por centralizar as informações do programa de patrulhamento aéreo rural, que está beneficiando cerca de 36 cidades da região através do sistema de patrulhamento rural integrado. Depois da fase experimental de três meses do programa (setembro, outubro e novembro), o patrulhamento passou a ser realizado a cada 15 dias nos quatro quadrantes (nordeste, noroeste, sudeste e sudoeste) em que foi dividida a região, num raio de 60 quilômetros de Bauru.
Segundo o major PM Maximiano Cássio Soares, chefe da divisão da administração e operações do CPI-4, a maior quantidade de acidentes ou ocorrências é verificada nas áreas rurais próximas a Bauru. Ele destaca também a microrregião de Jaú e de Pirajuí.
Desde que o programa começou, a polícia ambiental tem feito contato com os proprietários rurais. “É feita uma listagem constando os principais problemas da área como por exemplo furto, roubo, ou outros delitos, além de realizar o cadastramento das propriedades”, explica o capitão Silvio Franck, comandante do Rádio Patrulhamento Aéreo de Bauru.
O major Soares ressalta que o trabalho de cadastramento das propriedades ainda está no início. Ele lembra que somente em Jaú são mais de mil propriedades a serem cadastradas. “No início vamos priorizar o cadastramento nas cidades que têm uma movimentação maior (de ocorrências)”, justifica, lembrando que cada propriedade será identificada com uma placa de acrílico com referências sobre o local.
O objetivo é que, com as informações em mãos, em caso de necessidade, o CPI-4 agilize o atendimento enviando uma viatura para área já identificada através do cadastro, assim como o helicóptero Águia, que segue até a propriedade já conhecida sem perder tempo em procurá-la.
Além do helicóptero, o patrulhamento aéreo conta também com um avião monomotor Cesna 310 utilizado, principalmente, pela Polícia Ambiental. “Estamos com um helicóptero e um avião monomotor Cesna 310. A utilização dele tem dado um retorno muito bom para o patrulhamento ambiental detectar irregularidades, tais como pontos de desmatamento, forno de carvão, pontos de areia clandestinos, entre outras”, diz Franck, ressaltando que mesmo o Policiamento Rodoviário tem utilizado o avião.
O patrulhamento aéreo rural também atua em situações de emergência. Em casos de ocorrências na área rural que exijam o atendimento de urgência, um policial do Corpo de Bombeiros vai junto no helicóptero para promover os primeiros socorros até que uma viatura apropriada chegue, em seguida, para transportar a vítima até uma unidade de atendimento na cidade.
Tanto o major Soares quanto o capitão Franck ressaltam que, independentemente da programação, a qualquer momento a equipe pode ser colocada em operação caso surja alguma ocorrência.