08 de julho de 2026
Regional

Cada vez mais o tráfico de drogas utiliza mulheres como ‘mulas’

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - No mundo do tráfico de entorpecente, a mulher usada para transportar a droga é chamada de “mula”. Em quatro dias, cinco mulheres foram presas na Rondon levando droga para penitenciárias da região.

No interior de uma mochila que estava em poder de uma passageira de ônibus intermunicipal foram encontradas 171 gramas de cocaína. A mulher, que não teve a identidade divulgada, entra para o rol das pessoas usadas pelo tráfico para circular sem levantar suspeitas pelas principais rodovias.

O Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) fez a apreensão na madrugada de domingo, no ônibus que fazia o trajeto São Paulo-Valparaíso, sentido Capital-Interior. O veículo foi parado na Base Operacional do Policiamento Rodoviário da cidade de Agudos (13 quilômetros de Bauru), na rodovia Marechal Rondon (SP-300), quilômetro 314 mais 900 metros.

Na última quinta-feira, o TOR prendeu quatro mulheres na Rondon transportando dois quilos de maconha e mais dois tabletes de pasta de cocaína pesando cerca de meio quilo. A prisão foi próximo a Pirajuí, antes que a droga chegasse aos presídios da região.

“Mulas”

As prisões ratificam o fato de que cada vez mais mulheres estão envolvidas no transporte de droga para o sistema penitenciário, segundo o delegado adjunto de Agudos Eron Veríssimo Gimenez.

“O número é cada vez maior. O que elas desconhecem é que ao serem atuadas em flagrante por tráfico, correm o risco de serem condenadas de 5 a 15 anos de reclusão.”

Outro risco, enfatiza Gimenez, é quanto a overdose. “Ao introduzir essa droga na vagina, elas correm o risco do invólucro se romper e provocar overdose.”

O delegado acrescenta que a passageira do ônibus teria recebido R$ 200,00 para levar a cocaína até a entrada da penitenciária de Valparaíso, onde uma pessoa se apresentaria para pegar a encomenda.

A passageira da poltrona 22 mantinha a cocaína dividida em três pequenas porções envoltas em preservativos masculinos. “A droga estava acondicionada em ‘camisinhas’ para facilitar a entrada no presídio.”

Em seu depoimento, a “mula” teria dito que pegou a droga com um desconhecido em uma praça da Capital e tinha a responsabilidade de entregá-la a um desconhecido na penitenciária. “Vamos investigar para identificar quem era a pessoa que receberia a droga em Valparaíso.”

Denúncias

A população pode ajudar a polícia no combate à criminalidade fornecendo informações sobre irregularidade pelo telefone 190, do disque PM: 0800 0555 190 ou do disque denúncia- 181 ou ainda pelo site: www.polmil.sp.gov.br.

Na região o telefone é (14) 3203-1311 ou www.polmil.sp.gov.br/unidades/cprv ou 2bprv@polmil.sp.gov.br.