11 de julho de 2026
Nacional

Associação de investidores critica operação da Ipiranga e reúne acionistas insatisfeitos

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - A Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) criticou ontem a operação de compra do grupo Ipiranga por falta de informações sobre o negócio, além de questionar a diferença entre os preços pagos por ações preferencias e ordinárias. “Até agora, pelo que se viu, as empresas (Petrobras, Braskem e Ultra) pagaram um preço extremamente elevado pelas ações do bloco de controle. E estão avaliando por um preço muito baixo as preferenciais. Há uma discrepância muito grande em termos de valor”, afirmou Edson Garcia, superintendente da Associação. “A gente quer saber efetivamente o ponto. Se conhece o número (o preço de incorporação das ações preferenciais), mas não como se chegou a ele”, diz.

Segundo Garcia, a associação ainda espera o laudo de avaliação prometido pelas empresas do consórcio que comprou o grupo Ipiranga e, por princípio, não deve tomar medidas de ordem jurídica. “A amec não postula direitos dos associados. Nós estamos somente otimizando esforços para aqueles que têm interesse em comum nesse caso. E nós temos muitos associados com forte interesse na Ipiranga”. “Também temos recebido manifestações de outros investidores, que têm buscado ajuda para formar um bloco coeso, para discutir os interesses em comum”, acrescenta.

Garcia criticou o possível vazamento de informações na operação de compra do grupo Ipiranga, que está sob apuração preliminar da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “A Amec está muito confiante na atuação da CVM. Essa prática é um privilégio que alguns têm contra o direito dos minoritários”, afirma.

As críticas também se estendem para as empresas participantes da operação. “Se os novos compradores e os vendedores tivessem cumprido fielmente as práticas de ‘full-disclosure’, talvez não tivesse havido o caso de ‘inside (information)’, talvez não houvesse o caso de falta de informações”, acrescenta.