09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ainda existe eficiência na Polícia Militar sim!


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No sábado 10/3/07, por volta das 12h18, fui surpreendido por um telefonema no meu celular, ligação a cobrar, e ao atender estava o interlocutor, identificando-se como Sgt Ricardo Oiliveira, da Polícia Militar Rodoviário.

Dizendo que alguém de minha família havia sofrido um acidente, e no bolso do acidentado foi encontrado o número do meu telefone, e por esta razão é dever falar com familiares da vítima, perguntado pelo interlocutor o meu nome, de imediato me identifiquei. Dizia o interlocutor: estou pedindo sua ajuda, porque o acidentado não está bem e precisa de ajuda. Perguntei ao interlocutor o nome do acidentado, disse ser três pessoas envolvidas sendo elas o (nomes fictícios) Bene, Jota e Dinho.

Confirmado por mim, Dinho é meu sobrinho, mas achava impossível ter ocorrido tal acidente, porque naquele horário ele deveria estar trabalhando, mas o interlocutor insistia dizendo ser militar e que o Dinho estava muito ferido e necessitava de falar com parente com urgência, chegando a colocar o telefone para que falasse comigo (como se realmente fosse meu sobrinho); com uma voz de sufoco do outro lado da linha, dizia aquela voz: “Tio, pelo amor de Deus, me tire desta situação estou dentro de um saco preto, não consigo ver nada e estou um pouco machucado, pelo amor de Deus, atenda o pedido desse pessoal, senão eles vão me matar”.

Ato contínuo, o interlocutor pegou o telefone passou a conversar comigo: - como o senhor ouviu, seu sobrinho está conosco, não houve nenhum acidente, e sim um seqüestro, queremos a quantia de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), com urgência, caso contrário seu sobrinho vai morrer, seja breve, não costumamos perder tempo por pouco dinheiro. Falei com o interlocutor que se realmente o fato fosse verdade iríamos atender o mais rápido, apenas que desse tempo para arrecadar o valor desejado. De imediato o interlocutor perguntou se eu tinha no mínimo cento e cinqüenta ou cem reais no bolso.

Disse que sim, então ele determinou que fosse a uma farmácia ou posto de gasolina ou numa banca de revista, que não desligasse o telefone, caso o telefone fosse desligado, ou se entrasse em contato com alguém Dinho seria morto. Assim procedi, atendendo o interlocutor, disse que iria a uma farmácia, no trajeto o telefone manteve-se ligado e falando com o suposto seqüestrador, dirigi-me ao posto policial próximo, ainda falando com o interlocutor, fui acolhido pelo Sgt Trevisan e sua equipe no Posto Policial do CSU da Bela Vista, que teve oportunidade em ouvir a conversa do interlocutor, e suas exigências, e de imediato aquele policial me tranqüilizou, dizendo que aquela ligação estava sendo possivelmente de algum presídio, que não existia nenhum seqüestro.

Prontamente aquele Sargento e seus comandados entraram em contato com familiares, conseguimos falar com meu sobrinho, que estava trabalhando e que estava tudo bem. Durante todo o período, por mais de quarenta minutos meu celular manteve ligado com a linha dos bandidos, após me cientificar que meu sobrinho estava bem foi desligado o telefone, permaneci por mais alguns minutos naquele Posto Policial, período que houve mais quatro toques no telefone e não atendi.

Desta forma, sinto a vontade de congratular aqueles policiais e a Polícia Militar do Estado de São Paulo, por ter profissionais desta linhagem, capacitados em conduzir situação difícil e de desespero da pessoa, com atendimento eficaz, conduzindo com polidez, calma e tranqüilizando a vítima, ainda orientando-as para os próximos caminhos a serem seguidos. Parabéns senhor Sgt Trevisan e sua equipe, que Deus continue presente e a iluminar seus caminhos.

Muito obrigado.

Nelson Osmar Galvão - RG 4.591.943