A bancada do PSDB na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) adiou para a próxima terça-feira a decisão sobre a escolha do líder. Os deputados tucanos decidiram adiar a votação em respeito ao estado de saúde de Pedro Tobias, um dos candidatos a assumir a liderança da bancada no Legislativo paulista. Além dele disputam o cargo os deputados Mauro Bragatto e João Caramez.
Para os parlamentares tucanos, não faria sentido votar sem a presença de Tobias. O deputado Celso Giglio, que por ser o mais velho, responde interinamente pela liderança tucana na Assembléia, diz que Pedro Tobias é muito importante para o Estado, por isso não haveria clima para votar sem sua presença. “Temos que respeitar a história do Pedro Tobias, como deputado e membro do partido”, frisou.
O adiamento faz com que o PSDB atrase ainda mais a escolha do líder, que pelo regimento da Casa já deveria ter sido feita. Segundo Celso Giglio, o regimento interno diz que o líder deve ser escolhido até dez dias depois da posse dos parlamentares, ou seja, o prazo venceu no último domingo, dia 25.
De acordo com ele, não há pressão por parte da Mesa Diretora para que a bancada indique o líder, mas por ter passado o prazo regimental, “há um certo constrangimento”. “A bancada fica em uma situação complicada, porque na próxima semana serão escolhidas as comissões permanentes e quem participa é o líder”, explicou Giglio.
O deputado não adiantou se na próxima terça-feira os parlamentares tucanos irão escolher o líder independente da presença de Tobias, mas até lá o assunto está fora da pauta. “Não foi estabelecido um prazo para escolher o líder, mas vamos esperar até a próxima reunião e ver como vai ser o procedimento”, ressaltou.
Disputa
A disputa pela liderança da bancada do PSDB na Assembléia se acirrou na semana passada, quando o líder do governo no Legislativo, deputado Barros Munhoz, declarou voto em Mauro Bragatto e sugeriu que os demais deputados o acompanhassem. Não houve consenso e os ânimos se acirraram na reunião, conforme o JC apurou.
Tobias teria se irritado com a interferência de Munhoz e afirmou que não abriria mão da disputa. Já o deputado João Caramez minimizou o episódio e afirmou que o líder do governo expressou sua opinião como deputado e não a vontade do governador José Serra. Mauro Bragatto não quis se manifestar.