O coronel da reserva Nilson Giraldi, 75 anos, especialista em segurança pública, avalia que em determinados lugares da cidade, as câmeras de monitoramento são necessárias. Em Bauru, ele aponta pelo menos dois pontos: Calçadão da Batista e locais onde há aglomerado de bancos, locais onde podem coibir crimes. Mas ele não aprova o sistema para praças.
Ele compara a fiscalização na cidade com a realizada nas rodovias. “Se o motorista sabe que não pode ultrapassar 90 quilômetros por hora, vai se prevenir para não receber uma multa. Com o marginal, acontece a mesma coisa: se ele sabe que está sendo filmado, não vai roubar naquele local”, explica.
Giraldi, no entanto, acredita que as câmeras podem invadir a privacidade se instaladas em determinados locais. “Elas (câmeras) não deveriam ser instaladas em praças porque nesses ambientes a circulação de crianças e famílias é grande. Caso isso aconteça, essas pessoas se sentirão menos à vontade”, diz.
Ele salienta que o monitoramento também pode inocentar possíveis suspeitos. “A câmera não tem só o papel de acusar alguém de delitos. Pelas imagens, é possível inocentar pessoas”, argumenta.