Manila - Um homem que seqüestrou um ônibus escolar com 32 crianças e dois professores em Manila, nas Filipinas, libertou os reféns depois de mantê-los por dez horas dentro do veículo.
Carregando mochilas e bonecas, as crianças começaram a deixar o ônibus pouco depois das 19h (8h de Brasília), cumprindo o que o seqüestrador, o dono de creche Jun Ducat, 56 anos, havia anunciado à polícia por meio de um megafone algumas horas antes.
Após a libertação dos reféns, Ducat entregou-se à polícia. De acordo com informações iniciais, o seqüestro não foi movido por dinheiro nem foi uma ação terrorista. A principal exigência do seqüestrador eram matrículas gratuitas para os 145 alunos que estudam na creche que ele mantém há quatro anos no bairro de Tondo, periferia de Manila.
Ducat também exigiu a instalação de um sistema de som e microfones para discursar contra a corrupção do governo filipino e exigir educação e moradia de qualidade para as crianças pobres do país. Outro pedido de Ducat foi a realização de uma vigília com velas após a libertação das crianças.
A equipe de negociadores, formada por políticos, policiais e parentes das crianças, concordou em atender à maioria das exigências do seqüestrador.
O senador Ramón Revilla participou das negociações e chegou a entrar no ônibus para conversar diretamente com Ducat.
Apenas um pedido de Ducat foi negado: a doação de casa e terras para as famílias das crianças de Parola, um bairro de Quezón City, na região metropolitana de Manila.