09 de julho de 2026
Política

DAE volta a discutir refeições; valor da comida está em aberto

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 1 min

A cozinha do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru voltou a ser assunto esta semana, depois que a administração da autarquia preparou uma pesquisa para saber se os servidores concordam em pagar pela refeição fornecida. O DAE apresentou uma sugestão no valor de R$ 4,00 por dia, pago apenas por quem se alimentar na autarquia. Atualmente os servidores pagam R$ 1,00 por mês.

No ano passado a cozinha esteve próxima do fechamento, depois da implantação do Programa de Alimentação dos Servidores (PAS), que prevê o fornecimento de tíquete alimentação no valor de R$ 4,00 para os funcionários municipais que ganham até R$ 800,00. No DAE apenas 120 dos 650 servidores têm direito ao tíquete, os demais utilizam os serviços do refeitório.

De acordo com o presidente da autarquia, José Clemente Rezende, o objetivo é chegar a um valor comum, para manter a cozinha funcionando. Ele afirmou que o DAE gasta cerca de R$ 50 mil por mês com a cozinha, entre alimentos, equipamentos e mão de obra. “Nós queremos manter a cozinha, mas para isso precisamos da contrapartida do servidor. O que eles pagam rende R$ 650,00 mensais, e só de hortifruti o DAE gasta R$ 4 mil por mês”, frisou.

Apesar das justificativas do presidente do DAE, alguns servidores não gostaram da possível mudança e têm reclamado que o aumento no custo da refeição será muito elevado. Para o Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm), é importante manter a cozinha funcionando, mas os diretores ainda não decidiram quais providências vão tomar nesse sentido. “Vamos nos reunir para discutir o assunto. A cozinha foi conquistada há muito tempo e é importante que seja mantida”, destacou o diretor José Roberto Batista.