11 de julho de 2026
Esportes

Mundial Aquático: Brasileiros terminam finais na quarta colocação em Melbourne

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Melbourne - Thiago Pereira, nos 200 m medley, e César Cielo, nos 100 m livre, passaram perto de conseguir o primeiro pódio do Brasil no Mundial de Desportos Aquáticos de Melbourne, na Austrália, mas ambos acabaram em quarto lugar nas finais disputadas ontem.

Na prova dos 200 m medley, Thiago marcou 1m58s98. O vencedor foi o norte-americano Michael Phelps, que quebrou seu terceiro recorde mundial na competição australiana e ganhou sua quarta medalha de ouro, com o tempo de 1min54s98. A marca anterior pertencia a ele mesmo, com 1min55s84, marca obtida em agosto do ano passado.

O fenômeno norte-americano bateu os recordes mundiais também nos 200 m livre (1min43s86) e 200 m borboleta (1min52s09). O outro ouro veio no revezamento 4 x 100 m. O também norte-americano Ryan Lochte levou a prata (1min56s19). O bronze ficou com húngaro Laszlo Cseh (1min56s92), que havia ficado atrás de Thiago por um centésimo nas semifinais.

“Estou chateado, mas sei que nadei bem. Fiz o segundo tempo de minha vida na prova e estou bem cansado. Mas os caras nadaram muito. Foi legal pelo fato de ter voltado à elite da natação, depois de ter ficado um tempo parado por contusão. Agora é pensar no Pan e nos Jogos Olímpicos de Pequim”, disse Thiago, que na semifinal fez 1min58s65, recorde brasileiro e sul-americano.

Na trave

César Cielo também passou perto do bronze. O brasileiro terminou em quarto lugar na final dos 100 m livre, com 48s51, recorde sul-americano. A medalha de ouro foi dividida entre o italiano Filippo Magnini, agora bicampeão mundial, e o canadense Brent Hayden, ambos com o tempo de 48s43. O bronze ficou com o australiano Eamon Sullivan (48s47), quatro centésimos abaixo do tempo do brasileiro.

“Fiz o que podia. Dei tudo de mim. Estou até sentindo dores, mas a medalha não veio. Sinto como se a bola tivesse batido nas duas traves e não entrado. Mas ao mesmo tempo, estou feliz por ter melhorado ainda mais o meu recorde sul-americano”, disse Cielo, que liderou os primeiros 50 metros (22s83).

O brasileiro, porém, pode comemorar o fato de ter ficado à frente de favoritos como o holandês Pieter van den Hoogenband (campeão olímpico da prova), que ficou apenas em sexto lugar, e os sul-africanos Roland Schoeman (vice-campeão olímpico e mundial) e Ryk Neethling (bronze no último Mundial e atual campeão em piscina curta) - sétimo e oitavo colocados, respectivamente.