08 de julho de 2026
Regional

Mapeamento de cidades por satélite é discutido com prefeitos no Coder

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

A possibilidade de municípios de pequeno porte realizarem em conjunto o cadastramento das áreas urbanas e rurais através de fotos de satélite foi um dos temas debatidos na última reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional (Coder), na sede do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), em Bauru.

A alternativa foi proposta pelo diretor-executivo do Instituto Soma, André Luís Moraes, aos prefeitos da região que compareceram no encontro. O prefeito de Duartina, Ênio Simão (PFL), lembrou da dificuldade encontrada pelos municípios de pequeno porte em bancar financeiramente um projeto de cadastramento geográfico aéreo. “Cidades maiores facilitam determinados projetos que não seriam viáveis para a arrecadação de municípios de menor porte”, diz. “Seria muito interessante se montássemos projetos em conjunto com outras cidades”, conclui, ressaltando que isso diluiria os custos.

Para ilustrar as vantagens que o município poderia ter em manter uma planta atualizada, o representante do Instituto Soma falou sobre os resultados do mapeamento geográfico feito na cidade de Ourinhos através de fotos aéreas. Eles revelaram que a cidade possui cerca de mil imóveis a mais do que a prefeitura calculava ter. Dessa forma, segundo Moraes, o mapeamento aéreo proporcionou ao município aumentar a arrecadação de impostos de R$ 7 milhões, em um ano, para R$ 10 milhões no ano seguinte.

A idéia entusiasmou alguns prefeitos como Silvia Mendes Soares (PSDB), prefeita de Piratininga, que se mostrou interessada no assunto. Moraes disse aos prefeitos que uma forma alternativa dos municípios captarem recursos com mais facilidade seria através de associações com uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). “A criação de uma Oscip pode captar recursos do setor privado com mais facilidade inclusive por proporcionar a isenção de imposto de renda às empresas”, disse.

Agronegócio

Além da questão do mapeamento aéreo, Simão também falou sobre o agronegócio regional e citou a necessidade de a região abrigar uma indústria esmagadora de laranjas. “A cultura da laranja ocupa espaço na região com cerca de 8 milhões de pés plantados em várias cidades”, lembrou, citando cidades produtores como Santa Cruz do Rio Pardo, Avaí, Lucianópolis e Ubirajara, entre outras. O presidente do Coder, Ricardo Coube, aproveitou o momento para anunciar que existe o interesse, por parte da indústria Citrovita - que está se associando ao Ciesp - em trazer uma esmagadora de laranjas para a região. “Eles têm visão de que a região é muito propícia e nós conversaremos a respeito em breve”, garantiu.

Durante o encontro, o gerente-regional do Sebrae, Milton De Biasi, explicou que na próxima reunião do Coder, dia 12 de abril, em Agudos, será apresentado o levantamento dos recursos turísticos das 10 cidades que entregam o Projeto de Turismo Regional.

Apesar dos dados disponíveis, fornecidos pelos próprios municípios, o Sebrae deve contratar um consultor para checar as informações in loco. Somente depois disso será feito o pré-projeto para o turismo regional tão aguardado pelas cidades integrantes do Coder. Este pré-projeto deve trazer, inclusive, dados sobre o valor do investimento e quanto cada município pode contribuir.