Logo após seu lançamento, o épico moderno “300” foi considerado pelo governo iraniano como “um complô que faz parte da guerra empreendida pelo inimigo”. O longa, também foi criticado por Javad Shamag Gari, conselheiro artístico do presidente Mahmud Ahmadinejad. A produção narra o sacrifício de 300 espartanos, para defender o estreito das Termópilas e impedir o avanço das numerosas tropas persas do rei Xerxes, que esperava conquistar a Grécia. Ou seja, um embate entre o Ocidente e o Oriente.
A obra foi criticada também por alguns jornais iranianos que lamentaram a maneira que os persas são representados, como um povo “com sede de sangue, não civilizados e brutais”. O filme, disse um porta-voz do governo iraniano, faz parte de uma “invasão cultural do inimigo” que pretende “distorcer e insultar a cultura do nosso país, roubando a sua identidade”. “Nenhuma nação aceitaria uma coisa parecida. É um comportamento hostil que se baseia sobre uma guerra cultural. É um complô que faz parte da guerra do inimigo, na qual eles serão os perdedores”, completou o porta-voz.