10 de julho de 2026
Nacional

Oposição quer criação de CPI do Apagão Aéreo; Chinaglia é contra

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Diante do caos aéreo que assolou, a oposição na Câmara anunciou que pretende radicalizar caso o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), não se manifeste favorável à instalação da CPI para investigar a crise no setor.

Ontem, entretanto, Chinaglia voltou a afirmar que a criação da CPI depende de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu que cabe ao Executivo “tomar as medidas imediatas”. “Esperar qualquer trabalho de comissão, diante da urgência, demora”, disse o petista, reconhecendo que os “atrasos descomunais” atrapalham a Câmara. “Do ponto de vista de resultado, está demorando para ter uma solução concreta.”

O presidente da Câmara disse ser possível criar um grupo de trabalho na Câmara para acompanhar os desdobramentos da crise e avaliar os diagnósticos feitos pelo Executivo. A hipótese já foi levantada na Casa, mas a oposição quer a CPI.

Líderes do DEM (ex-PFL), PSDB, PPS e integrantes do “Grupo dos 30” disseram que pretendem apresentar um manifesto para Chinaglia cobrando a CPI. No Senado, também há a promessa de protesto da oposição. “A situação ultrapassou o limite do suportável”, disse o líder do PSDB, Antonio Carlos Pannunzio (SP).

O deputado federal João Paulo Cunha (PT) também defendeu a instalação imediata da CPI do Apagão Aéreo. A alternativa é rejeitada pelo PT e pela base aliada do governo federal.

Para o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, no entanto, a CPI não é o melhor caminho para resolver a crise. “A natureza de uma CPI é o embate político e não precisamos disso neste momento”, disse.

O plenário do STF só deverá decidir sobre o futuro da CPI no fim do mês ou no começo de maio. Na sexta, o ministro Celso de Mello concedeu liminar obrigando Chinaglia a desarquivar o requerimento de criação da CPI. Porém, ele determina, no despacho, que a publicação da criação da CPI aguarde julgamento final do Supremo.