09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ao amigo Flá Pieroni


| Tempo de leitura: 2 min

Querido amigo Flá.

Um ano sem você, sem sua presença amiga, sem seu riso espontâneo e alegre, sem seu otimismo diante da vida! Nossos dias ficaram incompletos e nossos passeios... Ah! Nossos passeios têm sempre um sabor de saudade, que insiste em nos acompanhar. Temos a sensação de que está sempre faltando algo.

Mesmo falando pouco e mansamente, sabia fazer-se presente, pois seu olhar comunicava a mensagem especial de que você estava ali, sempre pronto para ajudar. Você era aquela figura que impunha respeito pela simples presença, transmitia confiança e gerava admiração em cada lugar por onde passava, deixando algo de si, de forma duradoura e positiva.

A vida de todos nós é pontuada de flores e espinhos e você soube, com muita competência, apreciar o perfume das flores, sentir a agudeza dos espinhos, sem dela se queixar. Essa sua maneira de encarar a vida era contagiante e sua família e seus amigos aprenderam com você, procurando sempre semear flores no seu caminhar e amenizar a espetadela dos espinhos, para que você pouco os percebesse. Flá, que saudade...

Sua ausência é dor constante, é saudade eterna! Mas é uma saudade tranqüila, repleta de amor, sem lamentos ou lamúrias. Temos de você as melhores lembranças, guardamos carinhosamente as lições que nos ensinou, admiramos seu espírito guerreiro e sua vontade de viver! Não esquecemos jamais sua incansável luta pela vida, mesmo nos momentos mais difíceis.

Nossos corações estão entristecidos, nossos olhos por vezes estão lacrimosos, mas encontramos consolo na certeza de que em sua caminhada terrena, deixou-nos lembranças inesquecíveis e, principalmente, deixou-nos as pérolas mais preciosas cultivadas ao longo de sua de sua vida: a Lourdinha, amiga que se fez irmã, a Ana Paula, o Flazinho, a Amanda, o Matheus e a doce Larinha. Eles são a continuidade de sua vida e sua presença constante junto a nós.

Encerramos nossa carta para você, querido amigo, lembrando as palavras de Madre Teresa de Calcutá: “o que importa não é o quanto damos e sim o quanto de amor colocamos na doação.” E isto você soube fazer com maestria inigualável! Beijos dos amigos saudosos,

Vera e Paulinho Casério - RG. 6236328.