Ao ler e assistir como se aborda o problemão das drogas e crimes, concluo que não estão atacando as “raízes”. Acompanhem o raciocínio: a TV mostra os últimos “carrões” lançados, as mansões em belíssimos condomínios, a impunidade dos que erram e não são punidos. Ora, um pai de família que a isso assiste e não consegue emprego ou renda por trabalho legal, se vê pressionado pela família para garantir o sustento; os amigos progridem, ganhando promoções nos empregos, trocando a velha tv; os vizinhos passeiam nem que seja na “praia do riacho poluído”; o filho que vê colegas “ganharem” moto nova e ele não consegue nem consertar o freio da velha “magrela”; a filha cuja amiga vai se casar com rapaz que tem um bom emprego, enquanto o namorado dela nem “bico” tem feito ultimamente... Em resumo, essa família, de tanta pressão pelo bom e pelo belo, se desvirtua, também pela falta de conhecimento, de ética e de cultura, e passa a conviver com a bebida, as drogas, a marginalidade, fugas para não pensar e enlouquecer. As soluções seriam garantir às famílias o mínimo para sobrevivência hoje, enquanto se adquire conhecimento e profissionalização.
Conjuntamente, as famílias têm que se estruturar, tendo os filhos que podem criar adequadamente, os “orientadores universais” devem ser mais práticos e menos irreais, a sociedade precisa pensar mais no próximo e ajudar na formação dos menos favorecidos, os governantes têm que trabalhar com honestidade e afinco, a economia deve priorizar a população, e é essencial que se punam as incorreções e se premie a eficácia...
Francisco César Medeiros - RG 3 729 041.