07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Reajustes

A Câmara Municipal de Bauru discute hoje o decreto que dá reajuste de 6,21%, mais abono de R$ 50,00 e aumenta o vale-compra, de R$ 132,00 para R$ 160,00, para os servidores municipais. Pelo que se observa, os parlamentares deverão acompanhar a decisão do prefeito Tuga Angerami, que já foi até publicada no Diário Oficial, para dar tempo de aplicar o aumento na folha de março.

• Vereadores

Existe uma lei prevendo que o reajuste dos vencimentos de vereador deve ser feito através de emenda ao projeto que concede a reposição para os funcionários do Legislativo. Se a emenda for apresentada e aprovada, nas mesmas bases do que foi feito com os servidores em geral, os salários dos vereadores passarão de R$ 3.784,23 para R$ 4.019,23.

• ‘Descontrole’

A sessão de hoje também tentará votar, de uma vez por todas, o projeto de lei do Poder Executivo que cria a Controladoria Municipal. O assunto já foi sobrestado por várias sessões porque ocorreu um impasse em relação ao salário do controlador. A prefeitura quer dar a ele vencimentos de mais de R$ 6 mil. O vereador Toninho Garmes (PSDB) defende que o salário seja, no máximo, igual ao dos parlamentares – cerca de R$ 4 mil.

• Exclusividade

Independente do salário a ser estabelecido, o fato é que o controlador terá de trabalhar – e muito, já que problemas não faltam. O projeto que cria o cargo não prevê dedicação exclusiva do controlador. Este é um problema a ser resolvido. E vale também para outros cargos, como o de secretário, principalmente. Nunca ninguém teve a idéia de anexar a exigência à lei que rege os cargos do primeiro escalão. Por que será?

• Muita moleza

O vereador Garmes manifestou sua preocupação com este aspecto, durante conversa com a editoria de política do JC, na última sexta-feira. Rememorou alguns governos passados e mesmo o atual e constatou que é notório que alguns não gostam de trabalhar as oito horas a que todo trabalhador é obrigado a se sujeitar. E olha que no caso de secretário ou assessor de governo oito horas geralmente não bastam.

• Com cuidado

Por falar em Garmes, ele con-fidenciou que se recolheu um pouco da frente dos holofotes para reflexões e para evitar a superexposição, muitas vezes danosa ao homem público. Pelo que demonstrou, continua firme em seus propósitos de fiscalizar com firmeza e de se apresentar como alternativa à disputa eleitoral do ano que vem. Fica a dúvida se a vereador ou a prefeito, embora já tenha se colocado à disposição do PSDB para a disputa do Palácio das Cerejeiras.

• Escorpiões

O Tribunal de Justiça (TJ) condenou a Prefeitura de Ribeirão Preto a indenizar a família de um garoto que morreu em novembro de 1997 por uma picada de escorpião. A situação já é de trânsito em julgado, isto é, não cabe mais recurso à prefeitura. A pena é de R$ 200 mil. A família alegou descaso da Secretaria da Saúde daquela cidade, que não teria atuado para a limpeza de terrenos baldios, onde proliferaram escorpiões, apesar dos pedidos dos pais.