Teerã - Manifestantes atacaram a embaixada britânica em Teerã com pedras e rojões. Eles exigem punições para os 15 marinheiros britânicos capturados por unidades navais iranianas.
Enquanto isso, Londres afirma que mantém comunicações diretas com as autoridades iranianas para tentar libertar os soldados. A TV iraniana el língua árabe Al Alam divulgou ontem imagens de mais dos marinheiros. Segundo a narração do clipe, eles admitiram ter sido apanhados em águas territoriais iranianas no último dia 23.
O Reino Unido nega e diz que eles estavam no litoral iraquiano. Essa mesma TV já mostrara, na sexta-feira, cenas de um marujo pedindo desculpas por ter invadido território iraniano. Em Teerã, cerca de 200 manifestantes se lançaram contra a embaixada britânica.
Eles cantavam “morte aos britânicos” e atiraram objetos e rojões no prédio. Ninguém se feriu. Entre os manifestantes, que enfrentaram a polícia, havia membros do Basij, milícia ligada à linha-dura do regime.
O secretário da Defesa britânico, Des Browne, disse que os esforços diplomáticos para resolver a crise continuavam. “Estamos ansiosos para que a questão seja resolvida tão rapidamente quanto possível por meios diplomáticos e estamos fazendo todos os esforços para isso”, disse Browne à rede de TV BBC.
“Não é minha intenção oferecer detalhes de cada passo que damos. Não seria apropriado”, acrescentou.
A Chancelaria iraniana confirmou esses contatos. O Irã também criticou a fala do presidente norte-americano George W. Bush, que, no sábado, exigiu a libertação imediata dos marinheiros a quem chamou de “reféns”, evocando a tomada da embaixada dos EUA em Teerã por milícias iranianas em 1979, durante a revolução islâmica.
Na ocasião, 52 americanos foram mantidos cativos por 444 dias, levando ao rompimento das relações diplomáticas entre Washington e Teerã. O porta-voz da chancelaria iraniana, Mohammad Ali Hosseini, disse que as observações de Bush só piorariam a situação e que ele deveria abster-se de “declarações irracionais”.