08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

De quem é a culpa?


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Concordo que tinha que ter uma lei, a entrar em vigor para ser aplicada às empresas de remoção de entulhos pelo descaso com o meio ambiente ao se desfazerem dos entulhos por eles recolhidos. Mas será que só isto acabaria ou apenas inibiria um pequeno percentual dos empresários do ramo? Aí se encontra o ponto fulcral da questão, pois os chamados caçambeiros sabem como podemos multá-los e inibi-los. Entretanto, é a população, o cidadão simples, que muitas vezes e na grande maioria também é culpada pela imundície em que se encontra a nossa cidade. Pois eles jogam em qualquer lugar, desde que não os prejudiquem, os restos de suas construções, reformas, podas de árvores, capinagem de jardins e ainda têm aqueles que até o lixo diário jogam também.

Basta eles terem próximos um terreno baldio, uma grande área livre, uma rua de terra e etc. Contratam os carroceiros que também se utilizam destas áreas e, ainda pior, muitas vezes tiram de um local e menos de 500 metros jogam os restos. Um exemplo é o bosque do Parque União, basta ficar observando diariamente, que tanto dentro do mesmo como nos seus arredores, o quanto de lixo, entulho e tudo que não se presta é dispensado lá.

O pior é que quem mora próximo é obrigado a viver em atrito com esta parcela desprovida de consciência ecológica não se importando com as conseqüências que o ato pode acarretar. Desta forma como podemos agir para acabar com isto. Para os caçambeiros temos uma medida: criar multas pesadas e uma cooperativa de reciclagem de entulhos de construção. Aos demais, resta à sensibilidade comportamental de mudança de atitude.

Tatiana Munhoz - acadêmica do 3.º termo de administração de empresas