Londres - O Irã divulgou ontem novas imagens dos 15 militares britânicos detidos por Teerã desde o dia 23. Anteriormente, o país havia prometido não divulgar mais imagens do grupo.
As fotografias, aparentemente reproduções de um vídeo, mostram seis militares reunidos em uma sala ao redor de um tapete, aparentemente fazendo uma refeição.
Anteontem, a mídia estatal iraniana informou que não divulgaria mais gravações ou fotos dos militares devido à “mudança positiva” na postura do Reino Unido na controvérsia.
Ontem, o premiê britânico, Tony Blair, afirmou que a crise em torno da detenção de 15 militares deve passar por um momento “crítico” e “decisivo”. “As próximas 48 horas serão bastante críticas”, disse Blair a uma rádio britânica.
Segundo o premiê, a aparente disposição do Irã em negociar traz “esperança” para o fim da crise. “Se eles (o Irã) quiserem resolver isso de forma diplomática, as portas estão abertas.”
No entanto, caso as negociações para a rápida libertação dos britânicos enfrentem dificuldades, o Reino Unido não descarta “tomar uma posição mais dura”, disse Blair.
Anteontem, Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, afirmou que seu país pretende “resolver a questão por meio da diplomacia” e propôs que uma delegação determine se os militares britânicos invadiram ou não as águas iranianas.
O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido informou que pretende negociar com o Irã, mas não deixou claro quando tais discussões teriam início. “Conversas a respeito (da crise) já estão em andamento e irão continuar”, disse uma porta-voz ministerial.
No entanto, enquanto o Reino Unido exige a libertação imediata de seus militares, o Irã exige que o governo britânico peça desculpas e dê “garantias” de que tais violações não se repitam.