• Dias contados?
O projeto de lei do prefeito Tuga Angerami que pretende criar a Controladoria Geral pode estar com os dias contados e poderá ser retirado da Câmara pelo chefe do Executivo. A resistência à proposta no Legislativo é crescente e Angerami, que já descartou novas alterações no projeto, não conta com maioria em plenário para aprová-lo.
• E o secretário?
Conforme o JC noticiou ontem, os parlamentares sustentam que, além do salário para o controlador - que pode chegar a quase R$ 7 mil , a Controladoria Geral criará mais uma despesa ao município para sustentar uma função, a de controlar os atos administrativos, que já deveria ser exercida pelo secretariado.
• O dia seguinte
No “day after” após a sessão da Câmara mais “quente” do ano em razão da troca de ofensas entre os vereadores e os agentes culturais, o parlamentar João Parreira (PSDB) criticou os integrantes da Sociedade de Amigos da Cultura (SAC). Para o tucano, os militantes da entidade defenderam no Legislativo uma verdadeira reserva de mercado.
• E a Secretaria?
“Eles foram defender que nenhum projeto possa ser apresentado se não for através de uma instituição, porque as entidades têm condições de orientar e acompanhar o projeto. Mas a Secretaria de Cultura está fazendo o quê? O que eles estavam defendendo não era a cultura bauruense, mas uma reserva de mercado da SAC”, alfinetou Parreira.
• Projeto Guri
Parreira também respondeu as críticas de integrantes da SAC que o acusaram de não entender de Cultura. “Eu e o deputado Pedro Tobias (PSDB) tivemos participação na vinda do Projeto Guri, que hoje ensina música para 300 adolescentes da Legião Mirim. Me orgulho muito disso”, ressaltou.
• Fim da novela
A bancada do PSDB na Assembléia Legislativa escolheu o novo líder. É o deputado Mauro Bragatto, que tem sua base eleitoral em Presidente Prudente e é alinhado com o governador José Serra. O outro candidato, João Caramez, desistiu de disputar o cargo na última hora.
• Porta aberta
O novo chefe de Gabinete, João Baptista Campos Porto, já promoveu as primeiras mudanças com relação ao seu antecessor, Paulo Canalli. Uma delas foi a disposição da mesa em sua sala. No tempo de Canalli, o móvel ficava virado para a ante-sala, por onde entrava quem iria conversar com ele. Campos Porto abriu a porta que dá direto no corredor e colocou a mesa de frente para ela.
• Outra cartilha
Apesar do perfil conciliador, quando questionado como seria o trato com o Sindicato dos Servidores, Campos Porto afirmou que haverá muito respeito, e que vai receber todos muito bem, mas isso não significa rezar pela mesma cartilha. “Serão bem tratados e bem recebidos, mas pontos de vista são diversos. Vamos sentar e pôr na mesa”, declarou.
• Nova assembléia
O Sinserm realiza hoje, às 18h, em sua sede, mais uma assembléia com os servidores para discutir a campanha salarial. Os sindicalistas protestam porque a prefeitura não negocia mais as chamadas cláusulas econômicas e esperam avançar nas negociações com o Executivo em uma reunião marcada para segunda-feira, às 14h30, na prefeitura.