De acordo com o delegado assistente da Delegacia Seccional, Marcelo Haddad, responsável pelo Setor de Armamentos e Munições da Polícia Civil, a proprietária da loja de fogos Maria de Fátima Ostti, não podia comercializar bombas e rojões. Ele informa que no início do ano, Ostti fez o requerimento de alvará de funcionamento, mas ele ainda não foi expedito pela polícia.
Além de não poder comprar nem vender fogos, a comerciante não poderia estocar o produto. É o Exército quem estabelece, inclusive, a quantidade de material a ser estocado. Com os R$ 30 mil investidos, o ideal é que o depósito fosse fora da cidade.
No passado
De acordo com Álvaro de Brito, que atuou durante mais de uma década na Defesa Civil, o último incêndio de grandes proporções provocado por explosão de fogos de artifício em Bauru foi em meados da década de 70, na antiga Casa Samogin, na altura da quadra 12 da rua XV de Novembro. “Foi por volta de 1975, não teve vítimas graves, mas o controle do incêndio foi demorado porque os bombeiros não eram tão bem equipados como hoje”, lembra.