10 de julho de 2026
Geral

Vizinhos da tragédia se unem por ressarcimento

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Moradores de nove residências danificadas pela explosão de uma loja de fogos de artifício na tarde de anteontem, na quadra 6 da alameda Cônego Aníbal Difrância, no Parque Vista Alegre, se uniram para pedir na Justiça o ressarcimento pelos danos causados pelo acidente e também tentar impedir a instalação de outro comércio de explosivos no local. Na tarde de ontem, ele foram até o 2º Distrito Policial registrar boletim de ocorrência dos prejuízos.

Um dos integrantes do grupo, Marcos Cosin, informa que os nove moradores, entre eles seu irmão e seu pai, já possuem um advogado cuidando do caso. Cosin destaca que o grupo não quer a reabertura da loja no mesmo local. “Eu acredito que uma empresa desse ramo não deva ser instalada onde tenha tanto movimento de pessoas”, avalia.

Além de tentar impedir a reabertura da loja, Cosin informa que os moradores querem o ressarcimento dos danos. A explosão quebrou vidros de carros, janelas de casas, além de danificar batentes de portas. “Na segunda-feira o inquérito deve estar pronto. Baseado nele, vamos iniciar o processo”, garante Cosin.

O delegado seccional Doniseti José Pinezi informa que as empresas que comercializam fogos de artifício são fiscalizadas com freqüência. “A proprietária da loja, Maria Ostti, sempre manteve sua documentação em ordem. Nesse ano, por ter mudado de endereço, foi pedido um laudo técnico que ela estava providenciando”, observa o delegado. No entanto, ela ainda n"ao tinha alvará. Pinezi informa que todas as denúncias de venda ilegal são investigadas.

Segundo Maria Aparecida Cavalheiro Bien, do Setor de Explosivos, Armamentos e Munições da Polícia Civil, nove empresas estão habilitadas a comercializar fogos em Bauru. Essas empresas podem utilizar apenas 40% do seu espaço para estocar produtos. “Todas as vezes que fomos até a loja, os produtos estavam dentro das normas e exigências”, conta.