Brasília - Mesmo sem uma solução concreta para a crise aérea e com a eficácia do controle da Força Aérea Brasileira (FAB) sobre a situação ainda a ser provada, o presidente Lula disse ontem estar “confiante de que os aeroportos brasileiros vão encontrar paz e normalidade, não apenas na Semana Santa, mas daqui para a frente”.
O petista voltou a acusar os controladores de vôo de “falta de sensibilidade” e foi dúbio em relação à provável punição dos que se amotinaram na sexta-feira passada. Se por um lado disse que “o governo não vai punir ninguém, longe de mim punir alguém”, por outro o presidente afirmou que “as pessoas precisam aprender que, no regime democrático, o respeito às instituições e à hierarquia é fundamental”.
Os amotinados já são alvo de inquéritos militares. Na sexta-feira, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, costurou um acordo com os controladores amotinados, em nome de Lula, em que prometia que não haveria punições.
Na segunda-feira, após a crise militar gerada pela quebra de hierarquia estar instalada, o governo recuou e entregou o caso à Aeronáutica. Também suspendeu as negociações com a categoria - provocando nova tensão entre os controladores. Agora, a principal preocupação do presidente é “reconstruir um clima de respeito à hierarquia, de disciplina, de que cada um saiba sua função e tenha de cumprir e, sobretudo, um clima de respeito ao povo brasileiro”, como disse ontem na entrevista, no Itamaraty.
A promessa de paz daqui para a frente nos aeroportos veio junto com um apelo do presidente aos controladores. “A única coisa que eu peço aos controladores é que, se quiserem fazer algum protesto contra alguma pessoa, que façam, mas não prejudiquem o povo brasileiro. Porque as pessoas querem viajar, trabalhar, ter um mínimo de tranqüilidade.”
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Aviões reservas
São Paulo - As empresas aéreas reforçarão suas equipes e, em alguns casos, terão aeronaves e vôos extras no feriado da Páscoa para tentar minimizar eventuais problemas no período. A TAM diz que terá, no mínimo, três aviões de reserva posicionados diariamente nos principais aeroportos do País casa haja necessidade de cobertura. Além disso, serão realizados 14 vôos extras com origem e destinos diversos.
A companhia diz ainda que contará com equipes reservas de pilotos e co-pilotos e de comissários, num total de 580 profissionais de plantão, além dos já escalados para a operação regular. A Gol terá duas aeronaves reservas nos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), e Antônio Carlos Jobim, no Rio.
A Varig, que não fará vôos extras, afirma que manterá 100% de sua equipe em operação no feriado.