08 de julho de 2026
Articulistas

Será que é mais um insano?


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Nascido em 26 de julho de 1919, James Ephaim Lovelock é um pesquisador independente e ambientalista que vive na Cornualha (oeste da Inglaterra). A hipótese de Gaia foi sugerida por Lovelock com base nos estudos de Lynn Margulis, para explicar o comportamento sistêmico do planeta Terra (Hipótese Gaia). A Terra é vista, nesta teoria, como um superorganismo.

Após estudar química na University of Manchester, obteve um cargo no Medical Research Council do Institute for Medical Research, em Londres.

Em 1948 obteve um Ph.D. em medicina no London School of Hygiene and Tropical Medicine. Tem conduzido pesquisas em Yale, Baylor University College of Medicine, e Harvard University.

Lovelock inventou muitos instrumentos científicos utilizados pela NASA para análise de atmosferas extraterrestres e superfície de planetas. Para Lovelock, o contraste entre o equilíbrio estático da atmosfera de Marte (muito dióxido de carbono com pouquíssimo oxigênio, metano e hidrogênio) e a mistura dinâmica da atmosfera da Terra é forte indício da ausência de vida naquele planeta.

Em 1958 inventou o Detector de Captura de Elétrons, que auxiliou nas descobertas sobre a persistência do CFC e seu papel no empobrecimento da camada de ozônio. Em 2004 surpreendeu ambientalistas ao afirmar que “só a energia nuclear pode deter o aquecimento global”. Para ele, apenas a energia nuclear é uma alternativa realista aos combustíveis fósseis para suprir a enorme necessidade de energia da humanidade sem aumentar a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Escrevendo no jornal britânico “The Independent”, em janeiro de 2004, Lovelock afirma como resultado do aquecimento global no final do século 21: "Bilhões de nós morrerão e os poucos casais férteis de pessoas que sobreviverão estarão no Ártico, onde o clima continuará tolerável"

Ele afirma que, pelo final do século, a temperatura média nas regiões temperadas aumentará 8°C e nos trópicos até 5°C, tornando a maior parte das terras agriculturáveis do mundo inabitáveis e impróprias para a produção de alimentos.

“Temos que ter em mente o assustador ritmo da mudança e nos darmos conta de quão pouco tempo resta para agir, e então cada comunidade e nação deve achar o melhor uso dos recursos que possue para sustentar a civilização o máximo de tempo que puderem”.

Em janeiro de 2006 afirmou no “The Independent” que “o mundo já ultrapassou o ponto de não retorno quanto às mudanças climáticas e a civilização como a conhecemos dificilmente irá sobreviver”. Ele acredita que os esforços para conter o aquecimento global já não podem obter sucesso completo e a vida na Terra nunca mais será a mesma.

Na minha opinião, podemos melhorar a situação somente com política pública, isto é, conhecimento. Resumindo, educação.

O autor, Newton de Campos Mello Filho, é colaborador de Opinião