26 golfistas disputam nesse final de semana em Bauru, a segunda etapa do Torneio Juvenil do Estado de São Paulo. O campeonato de golfe traz praticantes até 18 anos, sendo quatro deles bauruenses, ao campo do Bauru Golf Club. Ontem, os primeiros 18 buracos do jogo foram disputados. Cada equipe sai com três participantes.
Quem saiu na frente, no masculino, foi o golfista Jai Park, de Campinas, que terminou o dia com 76 tacadas. No feminino, a primeira posição de ontem, foi de Hee An, de São Bernardo do Campo, com 83 tacadas.
Hoje, mais 18 buracos serão jogados a partir das 9h. Os jogadores disputam troféus, já que no golfe apenas os profissionais recebem prêmios em dinheiro.
Segundo o presidente do Bauru Golf Club, Armando Yoshiura, entre os meninos Eduardo Kim, de Campinas e Armando Henrique Yoshiura, de Bauru, são os mais bem rankeados pela Federação Paulista de Golfe (FPGolfe). Entre as meninas, a melhor colocada é Karina Palmberg, de Araçoiaba da Serra. Os jogadores são escalados segundo o handcap index, ou seja, uma tabela de pontuação que nivela os adversários, como explicou David Oka, da FPGolfe.
Além do handcap, os jovens são divididos em categorias masculino e feminino e ainda há a possibilidade de uma disputa por idades em quatro planos – até 11 anos, 12 e 13 anos, 14 e 15 anos e de 16 a 18 anos. De Bauru, ainda disputam essa etapa os golfistas Luiz Antônio Jacintho, Daniel Mendes e Pedro Hadba, estreante. O torneio tem mais seis etapas pela frente, a última será em Arujá, na região metropolitana de São Paulo.
Em relação às dificuldades enfrentadas nesse primeiro dia de jogos, Kim salienta que o desconhecimento do campo dificulta as jogadas. Ele primeiro colocado no ranking nacional masculino, ao vencer o Aberto de Golfe do Estado, diz que a boa colocação no masculino aumenta a pressão nos torneios, mas que não se sente na obrigação de jogar melhor que os outros. Kim disputa “sério” no golfe há cindo anos.
O bauruense Yoshiura, há quatro anos nos campos “jogando sério”, ontem, apontou a dificuldade em se concentrar como sua maior problema nessa etapa do torneio.
Yoshiura, começou a jogar golfe por influência do pai, hoje presidente do Bauru Golf Club. Assim como ele, muitos dos que ingressam no esporte chegam aos campos e tacos pelas mãos dos pais e avós. Porém, apesar de “hereditário” em muitos casos, Oka defende que o golfe não é exatamente um esporte caro.
“Ser sócio de um clube de golfe é a parte mais cara do esporte, já que o custo do campo em relação a seu tamanho é dividido entre os associados”, esclarece. Um campo de golfe oficial pode variar entre 500 mil e um milhão de metros quadrados. Oka espera que campos públicos sejam abertos, aumentando o acesso ao golfe.
Além do custo em associar-se a um clube de golfe, o praticante precisa de um investimento inicial para o equipamento. Uma bolsa com tacos e sai, em média, R$ 1 mil. Mas, segundo Oka defende, esse jogo de tacos não precisa ser trocado. Um único conjunto pode acompanhar o golfista por toda sua vida.
Caddies
Outra porta de entrada para o golfe é a que Sérgio Brasil usou. O golfista de Curitiba, há seis anos em Bauru era caddie, ou seja, carregava as bolsas dos praticantes. Aprendeu a jogar e, hoje, é um dos cerca de 200 profissionais do Brasil. O golfista é o 13º do ranking nacional e um dos jogadores que bate mais longe no país. Brasil joga há 19 anos e elege a concentração e a disciplina como qualidades essenciais a quem pratica o esporte. “O grande adversário é você mesmo, é preciso se superar sempre”, diz.
Brasil diz que viver de golfe no país é praticamente impossível, ele da aulas no Bauru Golf Club. No Brasil o esporte é praticado desde o final do século XIX. Hoje são cerca de 15 mil golfistas, cerca de 10 mil só no Estado de São Paulo. Desses cinco mil estão ligados à FPGolfe. Em Bauru, são cerca de 100 praticantes. Os estados que mais crescem em número de golfistas são São Paulo e Paraná. O país conta com 62 campos oficiais.