11 de julho de 2026
Turismo

Patagônia: O lugar mais lindo do planeta é onde o vento faz a curva

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Muitos aventureiros e navegadores elegeram o Sul do Chie como o “lugar mais lindo do planeta”. E não é para menos. O Parque Nacional Torres Del Paine, por exemplo, distante 130 quilômetros de Puerto Natales por estrada de terra, é mesmo um lugar mágico, cercado por lendas e mitos, que vem atraindo mais de 50 mil pessoas por ano em busca de cenas únicas.

Montanhas imensas cobertas de gelo, pumas e condores avançando sobre guanacos (uma espécie de lhama) e zorros (pequenas raposas) cruzando a estrada, sem medo do frio, são apenas algumas surpresas que virão pela frente.

Por mais medroso que se seja ou mesmo que bata aquela angústia de ter deixado a família no Brasil, a viagem traz uma paz infinita. Como se estivéssemos a um passo do céu, com o infinito azul se fundindo entre os picos imensos, nevados, da Cordilheira dos Andes, que é magnífica.

Na primavera, no outono, no verão ou no inverno, o céu chama atenção na Patagônia, por seu azul infinito. Quase não há nuvens atrapalhando o espetáculo. Cena perfeita para emoldurar os campos e os maciços andinos que convidam à liberdade, reflexão e exploração.

O vento também ocupa capítulo à parte. Venta muito em todas as estações, com os picos ocorrendo na primavera, quando ultrapassam mais de 100 quilômetros por hora, tornando até mesmo a caminhada difícil. Por isso a necessidade de uma base de suporte, como o Remota ou outra pousada mais simples, que serve de abrigo quando ele sopra cortante e nos faz perder o equilíbrio.

Como turismo é coisa levada a sério no Chile, vá, de preferência, com guias especializados que conhecem palmo a palmo daquele chão e estão sempre a postos para qualquer eventualidade. Falando nela, é bom saber que de Punta Arenas a Puerto Natales, além do simpático Ruben, somente será encontrado na estrada um único posto de combustível e uma base da polícia rodoviária.

No inverno que começa agora em junho, os guardas mais parecem estar na Sibéria, por conta do vento, do frio e da neve, usando uniformes como na Sibéria, com proteção de orelha e casacos pesados.