Bogotá - A Colômbia está oficialmente fora da disputa pela Copa de 2014, e o Brasil tem a maior moleza das últimas décadas na luta para sediar um dos dois maiores eventos do esporte. O País é agora candidato único para abrigar o torneio da Fifa daqui a sete anos - os cartolas colombianos mandaram carta à entidade explicando a desistência, justificada pela “análise dos temas inerentes à organização da Copa do Mundo”.
O Brasil só não recebe a competição agora se não atender às exigências da Fifa, que anuncia no final do ano sua escolha. Moleza quando se compara com o histórico das eleições para as sedes das Copas do Mundo e das Olimpíadas a partir dos anos 80, quando o esporte se tornou um negócio bilionário. No maior campeonato do futebol, a média foi de quatro países candidatos por edição entre as escolhas para 1990, que acabou sendo na Itália, e 2010.
A candidatura colombiana era desqualificada pela Fifa. Joseph Blatter, o presidente da entidade, afirmou que a iniciativa servia mais para esconder os problemas do país, que já tinha desistido, por problemas financeiros, de organizar o Mundial de 1986, para o qual já havia sido escolhido.
O desejo da Colômbia, aliás, nunca teve o mesmo nível de entusiasmo entre cartolas e políticos. Os dirigentes do futebol, primeiro, haviam prometido apoiar o Brasil. Voltaram atrás depois que Uribe e seu governo começaram a falar na candidatura do país, que sofre com a guerrilha e com o narcotráfico, mas tem bons números na economia e sucesso no combate à criminalidade nas cidades.
Em seu site, na nota que explicou ontem sua desistência, a Federação Colombiana de Futebol afirma que tomou a decisão de deixar a disputa mesmo com o Ministério da Fazenda do país dizendo que apoiaria a obtenção de recursos para o Mundial.