07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Missão difícil

A missão de hoje do Ministério Público do Trabalho durante a audiência agendada com integrantes da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e do Sindicato dos Servidores Municipais vai ser árdua. Isso porque o acordo entre as partes para tentar evitar a greve dos funcionários da autarquia parece longe da possibilidade de ser concretizado.

• Sem proposta

A assessoria de imprensa da prefeitura já informou que a Emdurb demonstrará no encontro que não há possibilidades de conceder índice de reajuste salarial maior ao já concedido aos servidores da autarquia (3,12%). Por outro lado, o Sinserm já adiantou que, sem a apresentação de uma contraproposta, a greve é iminente e dificilmente deixará de ocorrer.

• Discernimento

Ambos os lados (prefeitura e Sinserm) terão de ter muito discernimento neste embate. O governo, para não ficar esperando acontecer para depois pensar em adotar medidas para amenizar, quando a cidade estiver abarrotada de lixo nas ruas. O Sindicato, para esgotar todas as possibilidades antes de coordenar uma paralisação que não afeta seu patrão (governo), mas sim toda a população.

• Os cem dias

O governador José Serra (PSDB) usou uma informação histórica para responder à pergunta da imprensa sobre como avalia seus primeiros 100 dias de governo. Serra disse que não gosta, pessoalmente, do estigma dos 100 dias, até porque isso lembra a derrota de Napoleão Bonaparte em Waterloo. Napoleão levou 100 dias para perder a batalha, contada desde sua saída da ilha de Elba até o território Belga, em Waterloo, em 1815.

• Vereador mirim

O vereador Alex Gasparini (PMDB) disse ontem à TV Câmara que quer implementar o programa do vereador mirim nas escolas. Inicialmente, Alex pretende incentivar a politização de jovens em idade de participar da escolha dos representantes populares, a partir dos 16 anos. Ele acha que o Legislativo pode votar melhor se ajudar na politização dos jovens.

• O que faltava

O voto contrário emitido pelo vereador Futaro Sato (PDT) ao pedido de abertura de CEI para investigar o transporte escolar pode ultrapassar os limites de um simples parecer. O argumento adotado pelo pedetista para manifestar-se contra o requerimento - a inexistência de um fato determinado para apuração - pode ser o argumento (jurídico e político) que ainda faltava para parte dos parlamentares se escudarem para tentar barrar a CEI.

• A la Garmes 1

A Câmara dos Deputados baixou uma norma proibindo a utilização de chapéus no plenário. A medida ocorreu após o parlamentar verde Mão Branca (PV-BA) usar um chapéu de vaqueiro na sessão. Em Bauru, uma iniciativa semelhante do vereador Antonio Carlos Garmes (PSDB) alimentou enorme polêmica na Câmara Municipal. Depois foi revogada.

• A la Garmes 2

À frente da presidência do Legislativo, Garmes proibiu a entrada de pessoas na Casa que estivem utilizando bermudas, bonés, minissaias, camisetas de times de futebol e chinelos. Agora, diante da normativa da Câmara dos Deputados, será que o vereador tucano não vai apresentar uma moção de aplauso?