Depois de muito insistir, o procurador do Trabalho Rogério Rodrigues de Freitas conseguiu que a presidência da Emdurb apresentasse na continuação da audiência hoje, às 16 horas, estudo para negociar a criação de gratificação por produtividade para os trabalhadores da coleta de lixo. O Sindicato dos Servidores é quem acenou com este benefício.
O presidente da Emdurb, Carlos Barbieri, disse que acha a proposta boa, mas volta a insistir que não há recursos para implementa-la agora. “Inserir produtividade amarrando com metas de serviço e critérios como presença eu acabaria com as faltas, sobretudo as injustificadas. Hoje o coletor fica dois dias sem aparecer e é só a partir da terceira falta que eu posso enviá-lo para a Corregedoria. Não adianta descontar em folha, pois a Emdurb precisa do coletor na rua”, comentou.
A diretoria do Sinserm lembrou que no Departamento de Água e Esgoto (DAE) a produtividade foi instalada em setores operacionais, como troca de consertos, gerando resultados positivos. ”Cria meta de serviços para o servidor e com resultados para a demanda do órgão público. Ocorre que é muito difícil discutir só cláusulas sociais porque é desumano a situação do coletor na Emdurb. Chegar a uma greve é o fim, mas não terá jeito se a Emdurb não tem programa de recuperar frota e não consegue manter os caminhões na rua, gerando sobrecarga aos trabalhadores e com salários defasados”, argumentou o advogado do sindicato, Sandro Luiz Fernandes.
Idelma Corral disse que a Emdurb não manutenção preventiva da frota. “Como é possível fazer manutenção com caminhões sem odômetro, como vai trocar o óleo no prazo correto? Não faz ajuste e não quer fazer. A Câmara devolveu R$ 1,5 milhão no final do ano, mas compraram só um caminhão novo e com maior parte do dinheiro do Estado. Sucateou a frota que já é antiga de propósito, queria terceirizar. Só não terceirizou porque o sindicato se posicionou e teve denúncia da terceirização”, finalizou.
Para Carlos Barbieri, será muito difícil apresentar uma proposta de criação de produtividade a curto prazo. Mas, ainda assim, ele aceitou discutir o tema com os sindicalistas e o Ministério Público na nova rodada de negociações hoje. “A Emdurb não tem condições financeiras. Não temos recursos sequer para nossos compromissos, estamos trabalhando para evitar fechar no vermelho. Tem parcelamento novo de encargos sociais e vamos ter de encontrar soluções”, argumentou.