Paris - Na era da política centrada no carisma pessoal dos candidatos, os líderes da corrida presidencial na França, Nicolas Sarkozy e Ségolene Royal, enfrentam problemas de imagem que podem prejudicar suas ambições eleitorais.
Já que mais de 40 por cento dos eleitores continua indeciso sobre em quem votar no primeiro turno do pleito (marcado para 22 de abril), o perfil dos candidatos pode ser tão decisivo na disputa quanto suas plataformas políticas.
Mas nem Sarkozy, um direitista sem papas na língua, nem Royal, uma socialista pouco efusiva, estão conseguindo obter muitos votos por meio de seu carisma pessoal.
“Esses não são os candidatos que queríamos”, reclamou Leila Hafed, 38, secretária em Paris.
“Eles não são muito calorosos. As pessoas acabam votando porque querem dar apoio à direita ou à esquerda, e não porque gostam realmente dos candidatos.”
Apesar de os simpatizantes de Sarkozy verem-no como alguém trabalhador e decidido, os críticos do direitista acusam-no de ser hiperativo e cruel. Alguns cartunistas de jornal desenham Sarkozy como um pequeno Drácula.
Assessores dele, no entanto, dizem que o candidato é engraçado e gentil longe dos holofotes. Mas esse lado do direitista raramente surge em público, onde costuma aparecer dando declarações secas e agressivas, enquanto pequenos tiques nervosos chacoalham sua cabeça e ombros.