08 de julho de 2026
Internacional

Coréia: atraso ameaça desarmamento

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Pyongyang - Contrariando exigências de uma solução rápida para o impasse com a Coréia do Norte, Pyongyang não deu hoje nenhum sinal de que pretende cumprir os prazos acordados de desnuclearização.

O país do ditador Kim Jong-il deveria fechar seu reator nuclear neste final de semana, mas questionamentos sobre uma proposta dos Estados Unidos para descongelar fundos norte-coreanos - a principal condição para o desarmamento - voltou a ameaçar o cumprimento do prazo.

Os EUA, a Coréia do Sul e a China afirmaram ontem que a Coréia do Norte já poderia retirar US$ 25 milhões que estavam retidos em um banco no território chinês de Macau desde setembro de 2005.

O bloqueio foi feito quando Washington colocou o banco Delta Asia em uma lista negra por supostamente ajudar Pyongyang a fazer lavagem de dinheiro.

O banco permanece na lista negra, mas o dinheiro foi liberado no começo desta semana por autoridades de Macau com o apoio dos EUA, de forma a tentar resolver o impasse com a Coréia do Norte. “Nós fielmente cumprimos nosso papel e agora é a vez da Coréia do Norte”, afirmou o negociador americano para o país, Christopher Hill, que é secretário-assistente de Estado dos EUA.

Mas Washington também não resolveu sua parte do acordo no tempo previsto (levando mais do que 30 dias), o que provavelmente impedirá os EUA de adotarem ações punitivas agora, com a demora de Pyongyang em fazer sua parte.

A Coréia do Norte havia concordado em fevereiro fechar seu único reator nuclear em operação até este sábado em troca de um carregamento inicial de energia, parte do total de 1 milhão de toneladas de combustível que o país espera receber por desmantelar seu programa de armas nucleares.