08 de julho de 2026
Polícia

Construtor que afirma ter sofrido tortura estuda processar Estado

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 2 min

O construtor André Araújo Costa, 37 anos, que afirma ter sido torturado nas dependências do Departamento de Polícia Judiciária (Deinter–4), na Bela Vista, em Bauru, no final de março passado, estuda ingressar na Justiça para cobrar do Estado reparação por danos materiais e psicológicos.

O advogado Adilson de Oliveira Sartorello, que respresenta Costa, disse que está reunindo informações sobre o caso para protocolar a ação e levar a denúncia a órgãos de defesa de direitos humanos. Enquanto isso, ele acompanha a apuração da denúncia de tortura que está sendo feita pela Corregedoria da Polícia Civil.

Costa afirma ter sido vítima de tortura após ser chamado por dois homens para realizar um serviço, no dia 29 de março, por volta das 14h. Ao chegar ao local combinado, ele disse ter sido abordado por dois homens que o teriam algemado e colocado um capuz em sua cabeça.

Eles teriam se identificado como investigadores da Polícia Civil. Após a abordagem, Costa teria sido levado às instalações da Deinter-4. O construtor afirma ter levado uma surra, ter sido sufocado e humilhado, além de sofrer choques elétricos enquanto era questionado sobre um crime que desconheceria.

A polícia estaria investigando se Costa tem algum envolvimento com uma quadrilha de seqüestradores. A suspeita seria que ele afiançou a locação de uma chácara para o principal procurado por seqüestros no Estado, que se chamaria Tiago.

O advogado explica que Costa esteve na chácara, mas trabalhando - ele trocou o telhado da casa por cerca de 20 dias. A reportagem procurou o diretor do Deinter-4, Roberto de Mello Annibal, que informou que as investigações sobre o crime de seqüestro seguem em sigilo. O diretor disse que não comentaria mais a acusação de tortura por parte da polícia, frisando que o caso está sendo apurado pela Corregedoria.