Pyongyang - O prazo dado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para que a Coréia do Norte feche o reator nuclear de Yongbyon - o seu principal - expira hoje, e Pyongyang não demonstra que irá cumprir a data acordada há dois meses.
Um pacto fechado em 13 de fevereiro deste ano entre as duas Coréias, a China, o Japão, a Rússia e os Estados Unidos, dava um prazo de 60 dias para o fechamento da usina. Em troca, os países enviariam ajuda econômica e energética à Coréia do Norte.
Ontem, o governo norte-coreano voltou a exigir a liberação dos US$ 25 milhões congelados no Banco Delta Asia (BDA), em Macau, para iniciar seu desarmamento.
Os EUA afirmaram que autoridades de Macau desbloquearam os fundos, que ficaram congelados durante 19 meses e paralisaram a desnuclearização.
No entanto, uma instituição financeira irá “confirmar a informação”, de acordo com o Ministério norte-coreano de Relações Exteriores.
Os fundos em Macau foram congelados em 2005, depois que os EUA acusaram o banco de envolvimento com lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.
No final de março deste ano, insatisfeita porque os recursos ainda não haviam sido liberados, a Coréia do Norte abandonou uma reunião entre as seis partes a respeito de seu programa nuclear.
“Não há motivo para que a Coréia do Norte não cumpra a última etapa da desnuclearização”, afirmou o vice-secretário de Estado americano, Christopher Hill. Ele recusou-se a comentar o que pode acontecer hoje.