Bocaina - Uma escola construída com blocos de isopor. O que parece brincadeira de criança já é realidade na cidade de Bocaina (a 69 quilômetros de Bauru), que resolveu investir em novas tecnologias e evitar custos adicionais com equipamentos. As vantagens são muitas: o isopor promove menos sujeira que os tijolos, a obra é mais rápida e os ambientes, depois de prontos, não apresentam temperatura superior a 18 graus, evitando a colocação de ventiladores.
Os blocos de ‘isopor recheados’ de concreto e ferro vão dar sustentação ao prédio de 1.399,14 metros quadrados que irá acolher 400 alunos da escola e será batizado de Professora Maristela Moretto, no bairro Xerxes Bartolotti.
A construção da nova escola municipal de ensino fundamental foi retomada em fevereiro deste ano e deverá estar pronta em maio, quando a cidade comemora o seu aniversário. O prefeito João Francisco Bertoncello Danieletto espera inaugurar o estabelecimento de ensino com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, que conseguiu e liberou a verba federal de R$ 680,032,82 para a construção. “O governo federal também se comprometeu a doar o mobiliário e computadores para a escola”, diz o prefeito.
Na avaliação da prefeitura, a nova escola está sendo feita com um dos mais modernos e revolucionários sistemas alternativos da construção civil e marcará, ineditamente, nova fase de obras em prédios públicos de Bocaina.
Os blocos utilizados na construção do prédio são de Poliestireno Expandido (EPS), um subproduto da indústria petrolífera, que substitui totalmente o tijolo de argila, e que já é utilizado nos Estados Unidos e Europa.
O bloco de Poliestireno Expandido é material antiincêndios, acústico (não permite a propagação do som) e protege as salas da escola de oscilações de temperatura. Isto por que os blocos do produto são preenchidos de ferro e concreto, bastante sólidos e sua construção é muito rápida.
“Visitamos uma faculdade construída há quatro anos com esse material em Rio Claro e ficamos surpresos. Também conhecemos uma igreja de dois andares e uma creche, ambas em Cordeirópolis, onde foram usados blocos de poliestireno expandido. A rapidez para erguer a construção é espantosa. Por isso, priorizamos esse novo sistema no País para construir nova escola”, explica o prefeito João Francisco Bertoncello Danieletto.
A nova escola funcionará em dois períodos (manhã e tarde), com salas de diretoria, de coordenação pedagógica, de secretaria, para professores, uma biblioteca, uma sala de informática, um amplo refeitório, uma cozinha, um laboratório de ciências, oito salas de aula, duas salas específicas de atividades escolares, três sanitários (masculino, feminino e de crianças com necessidades especiais).
Também está prevista a construção, posteriormente, de uma quadra poliesportiva coberta. Na avaliação do prefeito, a construção de nova escola municipal no José Tonon é fundamental para atender o crescimento do município, principalmente em um bairro carente, onde já existe a Escola Municipal Professora Conceição de Oliveira Caria Afonso, que atende 290 alunos.
“Foram mais de oito anos do prefeito anterior sem investimentos em Educação e obras em Bocaina, sem nenhuma nova escola para acompanhar a demanda do município. Estamos garantindo o futuro decente para nossas crianças”, acrescenta João Gabriel, diretor municipal da Educação.