10 de julho de 2026
Nacional

Carro-forte vira alvo principal de assalto a lotéricas, diz corretora

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Ribeirão Preto - Levantamento da Fenae, corretora de seguros das lotéricas ligadas à Caixa Econômica Federal, mostra que os assaltos migraram de dentro das empresas, através de arrombamento de cofre, para o trânsito de dinheiro, cujo alvo é o carro-forte que transporta malotes.

A porcentagem de assaltos dentro dos estabelecimentos foi de 51%, em 2006. Em 2005, o número chegou a 74,4%. Já a porcentagem de roubos a malotes em trânsito foi de 36% no ano passado. Em 2005, o índice ficou na faixa de 25,93%.

Atualmente, 2.300 lotéricas no Estado são seguradas. O presidente do Sincoesp (Sindicato dos Empresários Lotéricos de São Paulo), Luís Carlos Peralta, afirmou que todos os custos -como a implantação de circuito interno de vídeo e a contratação de seguranças particulares - são pagos pelos proprietários das empresas. Segundo ele, existe uma falsa impressão de que as lotéricas têm alta circulação de dinheiro por funcionarem como posto bancário.

“Tudo o que entra de dinheiro nas empresas sai com o pagamento de contas como PIS (seguridade social), aposentadorias e outros serviços.”

De acordo com o sindicato, o lotérico corre mais riscos de assalto em início de semana, quando o dono da empresa ainda não levou o dinheiro ao banco. Outros períodos de risco ocorrem em época de prêmios acumulados e, também, durante o trajeto até o banco. Peralta afirmou ainda que a Caixa paga pouco pelos serviços prestados.

A Caixa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que em 1º de setembro do ano passado aumentou as tarifas pagas aos lotéricos.