Lendo a notícia do jovem rapaz do Mary Dota, que foi assassinado por policiais, após fugir de uma blitz, lembrei-me rapidamente de uma fiscalização de trânsito num domingo à tarde em frente a antiga Estação Ferroviária, na qual fui parado pilotando minha moto. Imaginando que fosse uma simples fiscalização de documentos, fiquei totalmente nervoso e tenso, pois o infeliz do policial de arma em punho e com os olhos estatelados, foi gritando para que eu tirasse o capacete, cruzasse as mãos no pescoço e abrisse as pernas. Sempre aos “berros”, foi agressivamente tocando em todas partes do meu corpo e ainda destravou minha pochete que estava em minha cintura, deixando cair meus documentos e meus óculos no chão.
Depois de fiscalizar meus documentos e revirar toda minha pochete, finalmente fui liberado pelo “indivíduo”. Infelizmente, por estar muito tenso e com muita raiva, acabei por não abrir um Boletim de Ocorrência contra essa pessoa vestida de policial. Senhores graduados, fiquem sabendo que sou cidadão brasileiro e bauruense, pago os meus impostos e portanto seus salários e exijo que os senhores treinem melhor os seus “homens”, pois sou motorista e motociclista e, portanto, tenho que ser respeitado.
Antonio da Costa Guimaro - RG 12.912.359