08 de julho de 2026
Internacional

Caminhão-bomba mata 65 no Iraque

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Bagdá - Ao menos 65 pessoas morreram e 128 ficaram feridas na manhã de ontem em decorrência da explosão de um caminhão-bomba na cidade de Kerbala, centro-sul do Iraque.

O atentado ocorreu perto de um ponto de ônibus em uma movimentada área comercial e a 200 metros do santuário xiita do imã Hussein, onde está sepultado o neto do profeta Maomé. Segundo Abdul-Karim Khalaf, porta-voz do Ministério do Interior, 16 crianças estão entre as vítimas.

Minutos depois do atentado, um carro-bomba foi detonado na ponte de Jadriya, que liga as duas margens do rio Tigre, no sul de Bagdá, matando dez pessoas e ferindo 15.

Foi o segundo ataque a bomba contra uma ponte na capital iraquiana em três dias. Na última quinta-feira, um caminhão-bomba explodiu na ponte de Sarafiya, que liga as zonas oeste e leste de Bagdá, matando pelo menos dez pessoas e ferindo 26.

A explosão destruiu a ponte e atirou alguns carros no rio Tigre. Ainda na manhã de ontem ocorreram mais dois episódios de violência. Em Madaan, a sudoeste do Iraque, uma bomba matou dois policiais e um civil, além de ferir mais oito pessoas, ao atingir um posto policial. A oeste de Bagdá, homens armados invadiram a casa de Adnan al Dulaimi, membro sunita do Parlamento iraquiano e líder do partido político sunita Frente para o Acordo Nacional.

Quatro seguranças foram feridos em meia hora de tiroteio. Anteontem, na cidade de Basra (Sul), forças britânicas mataram oito atiradores na área onde quatro soldados britânicos haviam sido mortos por uma bomba no início do mês.

Os atentados de hoje ocorreram dois dias após uma ação suicida no Parlamento iraquiano que matou uma pessoa e feriu 23.

O atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico no Iraque, organização que inclui o grupo terrorista Al-aeda no Iraque. O ataque ao prédio do governo ocorreu na Zona Verde, supostamente a região mais segura da capital, onde estão representações diplomáticas, como a Embaixada dos Estados Unidos, e prédios do governo iraquiano.

A ação foi uma das mais audaciosas contra a área controlada pelos norte-americanos e considerada superprotegida desde que os EUA invadiram o Iraque em 2003.