10 de julho de 2026
Cultura

‘O Dia em que o Medo Virou Música’

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O Grupo Ato e o Expresso de Prata promovem hoje, dentro da programação da sétima edição da Feira do Livro Infantil, uma sessão especial do espetáculo infantil “O Dia em que Medo Virou Música”, às 20h, no Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves. A entrada será uma caixinha de leite longa vida. O grupo também encena a peça às 14h e 16h, em sessões já fechadas para escolas.

De acordo com material de divulgação do Grupo Ato, a peça surgiu como uma tentativa de recuperar a magia perdida dos contos de fadas, mais especialmente do conto “João e Maria”, dos irmãos Grimm, no qual foi inspirado o texto. Baseado nos recentes estudos sobre esse gênero de literatura, entre os quais o trabalho do psicanalista Bruno Bettelheim, os atores procuram transpor para o palco, numa linguagem simples, alguns conflitos básicos do conto, como o medo da rejeição e a eterna luta entre o “bem” e o “mal”.

Estes conflitos estão na peça bem caracterizados, porém sem uma visão estereotipada e maniqueísta. A escolha do gênero musical levou em conta o aproveitamento do potencial comunicativo da mensagem cantada e o caráter lúdico da dança.

“Assim, mais do que a mera encenação de uma história infantil, ‘O Dia em que o Medo Virou Música’ é um apelo à recuperação da magia inerente a cada criança, magia essa que vem sendo sufocada pela mídia eletrônica”, cita o material de divulgação.

Esse apelo aparece em algumas modificações feitas em relação ao argumento original dos irmãos Grimm, como a inclusão de novos personagens, como o Pássaro Branco. Ele é uma entidade mística, espécie de “espírito da floresta”, que procura despertar em João e Maria a idéia de existência de uma força mágica presente em todo o universo – ou seja, a exaltação de um animismo, no qual toda criança naturalmente acredita, pelo menos na primeira infância.

O final da peça - a revolução do conflito entre o “bem” e o “mal” - também se dá de maneira mágica: a destruição da bruxa acontece ligada a uma transformação do caldeirão simbólico, dando a entender que o mal e o medo, se bem trabalhados, podem ser convertidos em coisas bonitas e criativas. A inclusão do narrador, também uma personagem ausente na história dos Grimm, valoriza a transposição para teatro desse tradicional conto de fadas.

“O Dia em que o Medo Virou Música” tem direção, cenários e iluminação de Carlos Batista, com Elisabete Benetti, Thiago Toledo, Juliana Lucilha, Paulo Eduardo, Diogo Estevam e Julieta Molina no elenco. Músicas de Marcos Arthur, figurinos de Carlos Alberto Gardin.

A apresentação é uma iniciativa do Expresso de Prata, em comemoração aos 80 anos da empresa, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Oficina Cultural Glauco Pinto de Morais e Gráfica Produções.

• Serviço

Espetáculo “O Dia em que o Medo Virou Música”, do Grupo Ato, será apresentado hoje às 20h no Teatro Municipal. A entrada é uma caixinha de leite longa vida. O Teatro Municipal fica na avenida Nações Unidas, 8-9. Mais informações: (14) 3235-1072.