A família de Joaquim Lopes, 51 anos, morador do Parque Jaraguá, espera com ansiedade às sextas-feiras, dia em que recebe a cesta de legumes, verduras e frutas.
Na última sexta-feira, assim que o alimento chegou na casa dele, a sua esposa Nilda Soares de Oliveira Lopes já se apressou em lavar batatas para fazer para a janta. “Vamos comer batata cozida hoje”, disse.
Eles têm sete filhos e Joaquim está afastado do trabalho por problema de saúde. “A cesta dura de três a quatro dias. Mas, às quintas-feiras, temos alimento garantido porque tomamos sopa na igreja”, diz Joaquim. Ele refere-se à Igreja Presbiteriana Renovada do bairro. A instituição é uma das que doa os alimentos para famílias carentes em Bauru. Além de cesta de legumes, o sopão que é produzido na cozinha da Compahia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) de Bauru também é distribuído por voluntários da igreja para a comunidade, sempre às quintas-feiras.
Outra moradora do bairro, Maria Pereira da Silva, 72 anos, ganhou a cesta de legumes na sexta-feira pela primeira vez. “Meus vizinhos me contaram sobre a cesta e resolvi pegar”, diz. Ela mora com a filha e está desempregada. “Não tenho mais trabalho e estou sem aposentadoria”, diz.