• Paralisação
A cidade amanhece com a real possibilidade de paralisação da coleta de lixo, fruto de uma decisão por greve adotada pelos funcionários da Emdurb que foram à assembléia convocada pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm). Temos, de um lado, a discutível paralisação de um serviço público essencial (apesar da garantia de 50% da frota na rua), e de outro a paralisia do poder público, que não tem plano emergencial.
• Prioridades
Na edição de hoje matéria do repórter Marcelo Ferrazoli informa como a Emdurb pretende agir para enfrentar o problema. Os bairros que receberão os caminhões disponíveis da coleta são os que costumam ter um volume maior de lixo. Mas não foi possível, ontem, saber quais regiões serão priorizadas, até porque ninguém da empresa atendeu ao telefone e sua assessoria de imprensa sequer se preocupou, na véspera de uma greve, em repassar informações úteis à população.
• Conta salgada
O JC ouviu ontem a população bauruense sobre a anunciada greve do lixo. Um dos entrevistados, o advogado aposentado Nelson Rodrigues Amorim, protestou sobre o fato de já pagar impostos para ter esse serviço à sua disposição e não precisar ficar pensando em como fará a partir de hoje - se a paralisação concretizar-se - para descartar o lixo. Eis a questão.
• Generalização
Políticos diversos ligaram ontem para questionar o que consideraram uma generalização sem sentido e irresponsável do ex-deputado Roberto Purini (PMDB) quando ele diz, em matéria na edição de ontem do JC, que “tentaram impedir a construção do novo aeroporto de Bauru”. Para quem leu, ficou a sensação de que seria preciso ter dado nomes aos bois quando se lançou a acusação, sob pena de colocar em suspeição todos os que militam nas atividades políticas.
• Estado regular
O universitário Pedro Valentim continuava internado em estado regular, até o começo da noite de ontem, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base. Figura carimbada das sessões da Câmara Municipal e participante ativo das discussões políticas da cidade, Valentim levou duas facadas de uma mulher, na madrugada de sábado, em uma casa noturna de Bauru.
• Uma incógnita 1
Divide opiniões nos bastidores a especulação sobre o que realmente se passa intimamente com o empresário Caio Coube sobre suas intenções políticas. Recentemente ele anunciou, em alto e bom som, no JC, que estava abidcando à candidatura a prefeito em 2008, com a alegação de se dedicar à nova fase de sua vida profissional. Posteriormente, voltaram a circular rumores de uma possível reversão neste quadro.
• Uma incógnita 2
Caio se encontrou em São Paulo com dirigentes ligados ao comando do Palácio dos Bandeirantes (Aloysio Ferreira Nunes e Rubens Cury), dos quais teria ouvido um apelo para manter-se pré-candidato. O empresário deixou no ar se realmente houve o pedido e se ficou sensibilizado. Mas parece que só uma conjugação muito favorável de fatos o levará a rever a decisão inicial. A “guerra” pelas Cerejeiras será das mais pesadas e só vai entrar nela (com chances de vitória) quem tem um exército unido e motivado a seu lado.