09 de julho de 2026
Geral

Suspensão de reajuste salarial provoca polêmica entre sindicato e setor patronal

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 1 min

Os trabalhadores da construção civil em Bauru não terão mais o aumento de 6,01% concedido em fevereiro pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu o reajuste que elevava o salário-base dos funcionários enquadrados como qualificados (pedreiros, encanadores e eletricistas) para R$ 763,40 e dos considerados como não qualificados (auxiliar, ajudante e servente) para R$ 620,40.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) havia se manifestado contrário à proposta desde o seu anúncio. A entidade alegou que as empresas não teriam condições para cumprir o aumento, o que geraria desemprego em massa.

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil em Bauru defende o reajuste desde o início e, mesmo com a suspensão, não acredita que a medida não será cumprida pelo setor patronal.

“As empresas já formalizaram acordo de pagar o novo piso aos trabalhadores. Portanto, acredito que a proposta inicial seja mantida”, diz Cláudio da Silva Gomes, presidente da instituição.

Ralph Ribeiro Júnior, diretor regional do Sinduscon, diz que apesar dos acordos terem sido assinados no Ministério do Trabalho, deixarão de ter validade com a nova decisão da Justiça. “O Tribunal se sensibilizou com nossos argumentos e os acordos assinados, provavelmente, deixarão de valer daqui para frente”, avalia.

Conforme Ribeiro Júnior, ainda não é possível saber qual será a nova proposta de reajuste para a categoria. Segundo ele, será definida pelo Sinduscon, em São Paulo.