09 de julho de 2026
Bairros

Empresa municipal e Sinserm travam embate

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Os números não são o único ponto de divergência entre a direção do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) e da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). Durante o dia, representantes dos dois lados se atacaram.

Para o sindicato, ameaças por parte da empresa esfriaram a mobilização prevista para ontem. Entre elas, a possibilidade de terceirização aventada pelo diretor administrativo financeiro, Renato Caldas. Já segundo o presidente da Emdurb, Carlos Barbieri, Caldas apenas informou que da maneira como o sindicato está conduzindo a greve, pode levar a sociedade a exigir a terceirização.

A convocação de coletores recém-contratados também teria despertado receio nos trabalhadores. “Chamaram dez para começar justamente hoje (ontem). O pessoal está com medo de perder o emprego”, explica a diretora do Sinserm Idelma Corral. Para Barbieri, a informação não procede. “Só um começou hoje (ontem). O resto, (chamamos) na semana passada e há duas semanas. O sindicato está apelando”, rebate.

Outro ponto de divergência foi a presença da Polícia Militar. “Nós fizemos um acordo no Ministério Público do Trabalho e não queríamos a presença deles (policiais)”, informa Corral. No entanto, os PMs não foram solicitados pela Emdurb, garante Barbieri.

Uma das viaturas policiais seguiu atrás de um caminhão. “(O veículo) estava a caminho da borracharia para trocar os pneus”, explica Barbieri.

Alternativa

Vários caminhões ainda teriam partido para os bairros por meio de uma saída alternativa em relação à que estavam os representantes do Sinserm, informam os sindicalistas. “Eles descumpriram o acordo firmado no MPT”, reitera o advogado do Sinserm, Sandro Fernandes. Por conta disso, a posição o sindicato pode endurecer. Neste caso, ao invés de garantir 50% da coleta de lixo, garantirá apenas os 30% previstos em lei, nos próximos dias.

Mas segundo Barbieiri, o que ficou estabelecido é que os trabalhadores interessados em não participar da greve não seriam obrigados a cruzar os braços. “Essa garantia nós vamos dar”, conclui.

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Moradores preocupados

A cabeleireira e manicure moradora da Pousada da Esperança 2, Liliane Alves disse que as vizinhas já começaram a reclamar do acúmulo de lixo. A coleta que deveria ter sido realizada ontem foi antecipada para domingo, mas deve acumular por mais de um dia já que ontem o caminhão não passou.“Estou colocando mais de uma sacola no mesmo lixo para diminuir o cheiro. Por enquanto, vou guardá-los no quintal”, conta. Mas se o lixeiro não passar nos próximos dias, ela pretende colocar o lixo na rua.

Alves está preocupada com a proliferação de carrapatos e insetos. “A gente se preocupa também com a leishmaniose e com a dengue”, desabafa a moradora. Em outro bairro da cidade onde os coletores não passaram ontem, Núcleo Joaquim Guilherme, a ajudante-geral Benedita Henrique também começou a preocupar-se com o acúmulo de lixo.

“Não sei o que vou fazer se o lixeiro demorar para passar. Se colocar na rua, os cachorros e cavalos espalham tudo”, conta. “Vou esperar amanhã (hoje) para ver”, completa a moradora.

Thatiza Curuci