Pela falta de chuvas causada pelo Efeito Estufa, a falta de oxigênio, a qualidade de vida aqui em Jaú e região é péssima. É até imprópria para turismo devido à fumaça e o pó de carvão que emporcalham a cidade inteira dia e noite, o ano inteiro. Isso é crime contra os Direitos Humanos.
Não é preciso ser muito inteligente para saber que não é necessária a opinião de médicos daqui nem forasteiros sobre os malefícios da fumaça. Os danos causados na garganta e vias respiratórias nós sentimos. Precisamos sim é ouvir a opinião de alguns especialistas em comportamento humano. Não dos gananciosos, corruptos e hipócritas, porque esse mal é genético e a ciência não cura. Eu me refiro ao conformismo da população que continua na inércia, que é um estado de torpor, causado talvez pelos efeitos da poluição, com medo de exigir dos governantes os Direitos de Cidadão que trabalha honestamente, paga seus impostos e vota.
Será que já esqueceram o que aconteceu na cidade de Cubatão, quando homens e mulheres contaminados pelos gases de indústrias geraram fetos disformes? Não é assustador saber que estudos sobre várias causas de autismo, a proporção mais alta dos casos estava nas casas situadas na direção da fumaça das fábricas? (Revista Super Interessante 2000).
Pela ambição desmedida de possuir riquezas, agricultores, brasileiros e estrangeiros, além de destruírem florestas, matas nativas e ciliares estão tirando da terra fértil grande plantações de laranja, milho, feijão e outros cultivos que são alimentos, para pôr cana que deixa o solo pobre pela monocultura e agrotóxicos, poluindo rios e nascentes.
Tudo pela ganância de abastecer o Planeta com álcool, açúcar e cachaça. Para as futuras gerações ficará a “Riqueza” de uma herança maldita: terras desertificadas e improdutivas, rios contaminados pelo desmatamento desenfreado, escassez de alimentos, água potável, epidemias e miséria.
Um agrônomo canavieiro chamado Mequetrefis disse que essa destruição é necessária pelo “progresso”. Outro agrônomo muito cínico, chamado Amebianus, disse que o fogo na cana é tão rápido que nem sequer queima um inseto. Mentira. Queima e mata sim senhor. As reportagens da TV desmentem tudo isso. Milhões de mamíferos, aves, répteis etc são torrados no fogo e o Ibama não pune. Infelizmente ouvi a triste notícia que em Ribeirão Preto um engenheiro agrônomo perdeu a vida no fogo da cana.
Quando pedi por favor ao rico canavieiro, sr. Nérus, para parar com as queimadas de cana pelo menos na zona urbana, a resposta foi curta e grossa: “A cana é queimada no mundo inteiro e ninguém morre por causa disso”. Morre, sim, sr. Nérus. Todos os dias algum idoso morre por doenças que afetam os pulmões, agravando pneumonias, bronquites etc. afeta o coração e o cérebro pela falta de oxigênio. Nas crianças, nos cortadores de cana também, que além disso estão morrendo de exaustão por excesso de trabalho por um mísero salário.
Para tentar convencer a população que ar puro, limpo e gostoso faz mal para a saúde, contrataram um casal de fantoches fantasiados de Pinóchios para dar uma palestra ridícula e mentirosa para enaltecer os benefícios da fumaça da cana. O ventríloquo que articulava falou, falou, tossiu, gaguejou. Ninguém entendeu nada. O casal muito sem graça saiu tropeçando no nariz.
O dr. José Carlos Zanatto advogado e ex-vereador disse uma coisa importante que muitas pessoas talvez não saibam. Que cada Município tem o direito e fazer suas próprias Leis através de seus prefeitos e vereadores, para o bem-estar de seus moradores.
A Lei é clara: É de competência do Município proteger o Meio Ambiente, combater a poluição, preservar florestas, matas nativas e ciliares, fauna e flora. Infelizmente essa Lei está só no papel.
Maria Luiza Ferreira - artista plástica - escriturária aposentada RG 5.377.023